Segundo encontro consecutivo entre Sixers e
Knicks, depois de na noite anterior a equipa de New York ter “cilindrado” os
Sixers por 100-84. A equipa de Philadelphia tinha agora a oportunidade de se
redimir, jogando perante os seus fãs, apesar de continuar sem contar com Andrew
Bynum e agora também sem Jason Richardson, que se magoou na partida anterior.
No entanto seriam os Knicks a levar a melhor, iniciando a temporada com 3-0,
feito alcançado pela última vez em 1999-2000.
Com uma entrada bastante forte, os Sixers
pareciam dispostos a garantir que a história deste encontro seria totalmente
diferente. Um parcial de 14-4, no 1º período, deu a sensação dos Sixers estarem
prontos a ser eles a dar uma lição de basquetebol aos Knicks, no entanto, e sem
Mike Woodson pedir qualquer “timeout”, os Knicks começaram a encaixar na equipa
de Philadelphia e a acertar com o cesto. Num instante realizaram um parcial de
0-8 e a 4 minutos do final do 1º parcial já lideravam por 16-18.
Entretanto, a
entrada dos suplentes dos Sixers só acentuou a quebra na pontuação, o que nem é
normal nesta equipa. Nick Young era dos que se destacava mais no capítulo do
desacerto com 1 em 7 de lançamentos de campo. O 1º parcial terminou com os
Knicks por cima e a vencerem por 21-25. No 2º período, nem um desentendimento
de JR Smith com Royal Ivey desconcentrou a formação de New York, bem pelo
contrário. Continuaram a jogar bastante bem, muito competentes defensivamente e
com uma boa eficácia atacante.
Só faltava começar a cair os triplos e isso
aconteceu a 4 minutos do intervalo, com dois consecutivos. O intervalo chegou,
para alívio dos Sixers que deixaram de jogar colectivamente e isso fez a
diferença, com os Knicks a jogarem muito bem juntos e a liderar por 48-56.
É costume ouvir dizer que o 4º período é o da
decisão, mas neste jogo foi mesmo o 3º período que acabou com o jogo. Os Knicks
entraram no mesmo ritmo com que foram para o descanso e continuaram a impor uma
pressão defensiva sufocante que não deixava os Sixers aproximarem-se no
marcador. Quando se deu por isso já os Knicks chegavam a uma liderança de 20
pontos de diferença.
Até deu para Rasheed Wallace entrar logo no 3º período,
para delírio dos muitos fãs dos Knicks presentes no Wells Fargo Center em Philadelphia.
A frustração tomava conta do ataque dos Sixers, pois os jogadores começavam a
sentir que não conseguiam desarmar a organização defensiva do adversário.
Entretanto, “Sheed” aproveitou para mostrar que não entrou só para fazer número
e marcou 8 pontos neste período, incluindo um triplo mesmo sob a buzina para o
final do parcial.
Obviamente que após um período com o resultado de 20-33, e
uma liderança de 68-89 para a equipa forasteira, os fãs dos Sixers começaram a
sair aos poucos, pois a superioridade dos Knicks era gigantesca. O último
período não acrescentou nada de novo e só serviu para mostrar que se em vez de
4, fossem 5, 6 ou 7 períodos, que os Knicks iriam sempre continuar no mesmo
ritmo ofensivo e sufoco defensivo.
Vitória sem contestação dos Knicks, com uma
exibição fenomenal em todos os aspectos do jogo, num campo difícil, de uma
equipa que tem aspirações em chegar novamente aos Playoffs, apesar de ainda não
contar com Bynum. Se os Knicks forem capazes de manter a organização e
tenacidade defensiva que mostraram neste jogo, então temos uma equipa pronta
para ser caso sério na liga, já que o ataque não costuma ser problema em New
York. Os Sixers não são tão fracos como o resultado de 88-110 possa fazer crer,
mas nestas duas noites não conseguiram fazer nada por mérito total dos Knicks.
Análise aos jogadores:
PHILADELPHIA 76'ERS
J.
Holiday: Tudo tentou para ser o líder ofensivo da equipa e
mostrou algumas coisas boas, mas Felton esteve implacável na sua defesa –
17pts, 3rst e 8ast: NOTA 3
E.
Turner: Dá a entender que continua no mesmo ponto, ou seja, sem
convencer que poderá dar o salto que se espera dele. Não tem dificuldade em
mostrar números, mas não é nada consistente – 11pts, 9rst e 6ast: NOTA 2
D.
Wright: Apareceu a titular, com a ausência de J-Rich, e tudo
tentou para compensar essa ausência – 14pts e 9rst: NOTA 3
T.
Young: Vale muito mais do que demonstrou. É dos que há mais
tempo está na equipa e tem de dar o passo em frente para se assumir como líder.
Algo apagado e distante – 14pts e 10rst: NOTA 2
K.
Brown: Ainda não tinha jogado qualquer minuto esta época e
saltou logo para o 5 inicial, devido a alguns problemas físicos de Allen.
Acabou por jogar pouco tempo, pois teve o azar de se lesionar – 4pts e 3rst:
NOTA 1
S.
Hawes: Costuma ser dos que mais energia transmite aos colegas,
mas hoje nem isso o adversário permitiu – 2pts e 7rst: NOTA 1
N.
Young: Tem licença para lançar, até porque veio para
substituir Lou Williams que saiu para os Hawks. No entanto tem de começar a
fazer uma melhor selecção de lançamento, pois 4 em 15 é fraquinho – 12pts: NOTA
2
R.
Ivey:
Teve direito a alguns minutos e não conseguiu mais do que os seus colegas –
5pts e 6rst: NOTA 1
D.
Wilkins: Exibição sem grandes notas de destaque, tendo em conta
os minutos que esteve em campo – 3pts e 2rst: NOTA 1
L.
Allen: Só jogou mais minutos porque Brown saiu lesionado, pois
também ele se encontra com alguns problemas físicos que foram bem notórios –
4pts e 3rst: NOTA 1
M.
Wayns: Entrou nos minutos finais: NOTA 1
A.
Moultrie: Na mesma linha de Wayns: NOTA 1
NEW YORK KNICKS:
J.
Kidd:
Jogou poucos minutos (17), talvez devido a alguns problemas físicos, ou
simplesmente porque Felton jogou tão bem, que não foi necessário ser desgastado
– 3pts e 4rst: NOTA 2
R.
Brewer: A defesa é a sua especialidade e parece ser um dos que
inspirou a equipa a entrar no seu estilo. E quando consegue atinar com o
lançamento, ainda melhor – 13pts e 10rst: NOTA 4
C.
Anthony: A exibição da equipa foi tão boa, que a sua até parece
ter passado despercebida, apesar de mais uma boa conjugação de números – 21pts
e 7rst: NOTA 3
T.
Chandler: Para quem chegou a estar em dúvida para este jogo,
esteve muito bem e nem parecia ter qualquer problema – 14pts e 6rst: NOTA 3
JR
Smith: Está como quer. Com a equipa a evoluir tanto
defensivamente, até ele parece ir de arrasto, depois é só fazer o que melhor
faz, que são pontos e dar espectáculo. Pequeno desentendimento desnecessário,
num jogo calmo – 17pts, 7rst e 5ast: NOTA 3
P.
Prigioni: Rapidamente caiu nas boas graças do seu treinador
graças ao seu estilo de jogo calmo, concentrado e organizado. Ganha cada vez
mais protagonismo e voltou a estar muito bem – 11pts e 6ast: NOTA 3
K.
Thomas: Jogou só na 1ª parte e apenas 6 minutos. Não nos parece
que tenha ainda pernas para andar nisto, muito menos numa equipa com esta
intensidade: NOTA 1
S.
Novak: Longe do “bombardeiro” que ganhou fama. Jogou 22
minutos e não mostrou nada digno de registo: NOTA 1
R.
Wallace: Já não é um jovem e esteve dois anos na reforma, mas
parece poder ser uma mais valia nesta equipa, além do carisma que tem entre os
fãs e no seio dos colegas. Começa a aquecer – 10pts: NOTA 2
J.
White: A boa exibição da sua equipa valeu-lhe a entrada em
campo nos últimos 3 minutos, para poder dizer que participou: NOTA 1
C.
Copeland: Tal como White, mas este ainda conseguiu 5pts, apesar
de numa altura em que quem estava em campo já só pedia para acabar o jogo: NOTA
1

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