quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Segunda lição de NY aos Sixers



Segundo encontro consecutivo entre Sixers e Knicks, depois de na noite anterior a equipa de New York ter “cilindrado” os Sixers por 100-84. A equipa de Philadelphia tinha agora a oportunidade de se redimir, jogando perante os seus fãs, apesar de continuar sem contar com Andrew Bynum e agora também sem Jason Richardson, que se magoou na partida anterior. No entanto seriam os Knicks a levar a melhor, iniciando a temporada com 3-0, feito alcançado pela última vez em 1999-2000.

Com uma entrada bastante forte, os Sixers pareciam dispostos a garantir que a história deste encontro seria totalmente diferente. Um parcial de 14-4, no 1º período, deu a sensação dos Sixers estarem prontos a ser eles a dar uma lição de basquetebol aos Knicks, no entanto, e sem Mike Woodson pedir qualquer “timeout”, os Knicks começaram a encaixar na equipa de Philadelphia e a acertar com o cesto. Num instante realizaram um parcial de 0-8 e a 4 minutos do final do 1º parcial já lideravam por 16-18. 

Entretanto, a entrada dos suplentes dos Sixers só acentuou a quebra na pontuação, o que nem é normal nesta equipa. Nick Young era dos que se destacava mais no capítulo do desacerto com 1 em 7 de lançamentos de campo. O 1º parcial terminou com os Knicks por cima e a vencerem por 21-25. No 2º período, nem um desentendimento de JR Smith com Royal Ivey desconcentrou a formação de New York, bem pelo contrário. Continuaram a jogar bastante bem, muito competentes defensivamente e com uma boa eficácia atacante. 

Só faltava começar a cair os triplos e isso aconteceu a 4 minutos do intervalo, com dois consecutivos. O intervalo chegou, para alívio dos Sixers que deixaram de jogar colectivamente e isso fez a diferença, com os Knicks a jogarem muito bem juntos e a liderar por 48-56.

É costume ouvir dizer que o 4º período é o da decisão, mas neste jogo foi mesmo o 3º período que acabou com o jogo. Os Knicks entraram no mesmo ritmo com que foram para o descanso e continuaram a impor uma pressão defensiva sufocante que não deixava os Sixers aproximarem-se no marcador. Quando se deu por isso já os Knicks chegavam a uma liderança de 20 pontos de diferença. 

Até deu para Rasheed Wallace entrar logo no 3º período, para delírio dos muitos fãs dos Knicks presentes no Wells Fargo Center em Philadelphia. A frustração tomava conta do ataque dos Sixers, pois os jogadores começavam a sentir que não conseguiam desarmar a organização defensiva do adversário. Entretanto, “Sheed” aproveitou para mostrar que não entrou só para fazer número e marcou 8 pontos neste período, incluindo um triplo mesmo sob a buzina para o final do parcial. 

Obviamente que após um período com o resultado de 20-33, e uma liderança de 68-89 para a equipa forasteira, os fãs dos Sixers começaram a sair aos poucos, pois a superioridade dos Knicks era gigantesca. O último período não acrescentou nada de novo e só serviu para mostrar que se em vez de 4, fossem 5, 6 ou 7 períodos, que os Knicks iriam sempre continuar no mesmo ritmo ofensivo e sufoco defensivo.

Vitória sem contestação dos Knicks, com uma exibição fenomenal em todos os aspectos do jogo, num campo difícil, de uma equipa que tem aspirações em chegar novamente aos Playoffs, apesar de ainda não contar com Bynum. Se os Knicks forem capazes de manter a organização e tenacidade defensiva que mostraram neste jogo, então temos uma equipa pronta para ser caso sério na liga, já que o ataque não costuma ser problema em New York. Os Sixers não são tão fracos como o resultado de 88-110 possa fazer crer, mas nestas duas noites não conseguiram fazer nada por mérito total dos Knicks.

Análise aos jogadores:

PHILADELPHIA 76'ERS
J. Holiday: Tudo tentou para ser o líder ofensivo da equipa e mostrou algumas coisas boas, mas Felton esteve implacável na sua defesa – 17pts, 3rst e 8ast: NOTA 3

E. Turner: Dá a entender que continua no mesmo ponto, ou seja, sem convencer que poderá dar o salto que se espera dele. Não tem dificuldade em mostrar números, mas não é nada consistente – 11pts, 9rst e 6ast: NOTA 2

D. Wright: Apareceu a titular, com a ausência de J-Rich, e tudo tentou para compensar essa ausência – 14pts e 9rst: NOTA 3

T. Young: Vale muito mais do que demonstrou. É dos que há mais tempo está na equipa e tem de dar o passo em frente para se assumir como líder. Algo apagado e distante – 14pts e 10rst: NOTA 2

K. Brown: Ainda não tinha jogado qualquer minuto esta época e saltou logo para o 5 inicial, devido a alguns problemas físicos de Allen. Acabou por jogar pouco tempo, pois teve o azar de se lesionar – 4pts e 3rst: NOTA 1

S. Hawes: Costuma ser dos que mais energia transmite aos colegas, mas hoje nem isso o adversário permitiu – 2pts e 7rst: NOTA 1

N. Young: Tem licença para lançar, até porque veio para substituir Lou Williams que saiu para os Hawks. No entanto tem de começar a fazer uma melhor selecção de lançamento, pois 4 em 15 é fraquinho – 12pts: NOTA 2

R. Ivey: Teve direito a alguns minutos e não conseguiu mais do que os seus colegas – 5pts e 6rst: NOTA 1

D. Wilkins: Exibição sem grandes notas de destaque, tendo em conta os minutos que esteve em campo – 3pts e 2rst: NOTA 1

L. Allen: Só jogou mais minutos porque Brown saiu lesionado, pois também ele se encontra com alguns problemas físicos que foram bem notórios – 4pts e 3rst: NOTA 1

M. Wayns: Entrou nos minutos finais: NOTA 1

A. Moultrie: Na mesma linha de Wayns: NOTA 1

NEW YORK KNICKS:
J. Kidd: Jogou poucos minutos (17), talvez devido a alguns problemas físicos, ou simplesmente porque Felton jogou tão bem, que não foi necessário ser desgastado – 3pts e 4rst: NOTA 2

R. Felton: Que grande exibição realizou. Defensivamente esteve intratável – que o diga Holiday. Organizou o ataque dos Knicks como quis, jogando e fazendo jogar. Em grande momento – 16pts, 3rst e 8ast: NOTA 4

R. Brewer: A defesa é a sua especialidade e parece ser um dos que inspirou a equipa a entrar no seu estilo. E quando consegue atinar com o lançamento, ainda melhor – 13pts e 10rst: NOTA 4

C. Anthony: A exibição da equipa foi tão boa, que a sua até parece ter passado despercebida, apesar de mais uma boa conjugação de números – 21pts e 7rst: NOTA 3

T. Chandler: Para quem chegou a estar em dúvida para este jogo, esteve muito bem e nem parecia ter qualquer problema – 14pts e 6rst: NOTA 3

JR Smith: Está como quer. Com a equipa a evoluir tanto defensivamente, até ele parece ir de arrasto, depois é só fazer o que melhor faz, que são pontos e dar espectáculo. Pequeno desentendimento desnecessário, num jogo calmo – 17pts, 7rst e 5ast: NOTA 3

P. Prigioni: Rapidamente caiu nas boas graças do seu treinador graças ao seu estilo de jogo calmo, concentrado e organizado. Ganha cada vez mais protagonismo e voltou a estar muito bem – 11pts e 6ast: NOTA 3

K. Thomas: Jogou só na 1ª parte e apenas 6 minutos. Não nos parece que tenha ainda pernas para andar nisto, muito menos numa equipa com esta intensidade: NOTA 1

S. Novak: Longe do “bombardeiro” que ganhou fama. Jogou 22 minutos e não mostrou nada digno de registo: NOTA 1

R. Wallace: Já não é um jovem e esteve dois anos na reforma, mas parece poder ser uma mais valia nesta equipa, além do carisma que tem entre os fãs e no seio dos colegas. Começa a aquecer – 10pts: NOTA 2

J. White: A boa exibição da sua equipa valeu-lhe a entrada em campo nos últimos 3 minutos, para poder dizer que participou: NOTA 1

C. Copeland: Tal como White, mas este ainda conseguiu 5pts, apesar de numa altura em que quem estava em campo já só pedia para acabar o jogo: NOTA 1

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