terça-feira, 14 de agosto de 2012

LA Lakers de novo no negócio.



Desde a temporada em que os Mavericks foram campeões que se percebeu que os Lakers precisavam fazer algo, para voltar a ser uma equipa capaz de lutar pelo título. Tentar, até tentaram, mas na altura outros interesses impediram aquela que seria o centro das restantes mudanças, que passava pela contratação de Chris Paul. Não se concretizou e, como tinha dito na altura, toda a época dos Lakers ficou comprometida ainda antes de ter início. Resultado? Os Heat foram campeões e os Lakers nunca se apresentaram como sério candidatos, embora no papel continuassem com esse estatuto.

No entanto está a chegar a temporada que pode mudar tudo e catapultar de novo os californianos para o topo da hierarquia na NBA. Mitch Kupchak, há muitos anos “general manager” dos Lakers, apesar de ter um grande currículo no que toca a formar grandes plantéis para a equipa, deixa sempre os seus fãs de pé atrás, tal é o seu “low profile” na hora de negociar sem dar nas vistas. A verdade é que o homem disse que iriam existir mudanças para este ano e cumpriu, uma vez mais. Steve Nash, quando já todos esperavam que assinasse com os Raptors ou os Knicks, acabou em LA, mas a sua grande conquista foi a aquisição do homem mais pretendido, desde há vários meses, e que ainda ninguém tinha conseguido chegar a um acordo que conjugasse todas as partes. Pois, Dwight Howard, depois de tanta tinta ter corrido, acabou sentado ao lado de Kupchak com a camisola dos Lakers à sua frente! Será um sonho ver, na próxima temporada, Kobe Bryant, Pau Gasol, Steve Nash e Dwight Howard, todos juntos, na mesma equipa. Principalmente para os fãs dos Lakers, claro, mas mesmo que adora basquetebol sem fanatismos mesquinhos, também irá deliciar-se com uma equipa que tem tudo para ficar na história da NBA.

Contando ainda com World Peace, Jordan Hill, Ebanks, Blake e as aquisições Jamison, Meeks, Duhon e Clark, este plantel de LA tem tudo para desta vez voltar a ser a melhor da liga… ou quase tudo, uma vez que julgo ter ainda um ponto fraco chamado Mike Brown, mas com tanto talento e experiência juntos, terá de dar muitos tiros nos pés para conseguir não ser campeão.   

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Limite de idade para os Jogos Olímpicos de 2016, longe do consenso.



A ideia foi lançada por David Stern (comissário da NBA) durante as “Finals” da NBA deste ano e consistia em, tal como acontece no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos (o limite de idade dos participantes são os 23 anos, podendo levar três jogadores acima dessa fasquia), limitar a idade dos participantes das selecções de basquetebol. Esta proposta tem o apoio de alguns dos principais donos de equipas da NBA, entre eles Mark Cuban dos Dallas Mavericks, que pretendem que as suas principais figuras apenas participem no Campeonato do Mundo, participação essa que dará benefícios financeiros às respectivas equipas representadas, algo que não acontece nos Jogos Olímpicos.

O secretário-geral da FIBA, Patrick Baumann, olha para esta ideia com algumas reservas, apesar de entender o lado dos patrões das equipas. Segundo o próprio, a ideia lançada teria o objectivo de distinguir o Campeonato do Mundo de Basquetebol, onde não existiria limite de idade, do respectivo torneio olímpico. Para Patrick Baumann, esta ideia poderá desequilibrar ainda mais a competição olímpica, visto que o recrutamento e capacidade de formação de atletas de alto nível nos Estados Unidos da América não têm comparação possível em mais nenhum país do mundo. Por tudo isto, esta ideia não deverá avançar, ainda, para os Jogos Olímpicos a realizar no Rio de Janeiro, em 2016.

Esta ideia não deverá desaparecer dos tópicos de conversa em torno da competição, mas através das palavras daquele que é um dos mais consagrados jogadores de sempre da competição, Kobe Bryant, fica a opinião de que a opção de representar o seu país terá sempre de ser uma escolha do atleta e não de limitações alheias.

domingo, 12 de agosto de 2012

Os “suspeitos do costume” conquistam o 14º título olímpico.



A selecção masculina de basquetebol dos Estados Unidos da América conquistou a medalha de ouro, nos Jogos Olímpicos de Londres, ao derrotar a Espanha por 107-100.
Foi uma final bastante disputada, não surpreendendo quem costuma acompanhar a modalidade no geral. A formação orientada por Mike Krzyzewski (treinador da selecção americana e da equipa de basquetebol da Universidade de Duke) entrou muito forte no 1º período e registou logo um parcial de 35-27 com um destaque particular para a estrela dos Los Angeles Lakers, Kobe Bryant.
A selecção espanhola não se impressionou e no 2º período acertaram mais na marcação aos principais marcadores de pontos dos americanos, especialmente Bryant e Durant, conseguindo vencer o parcial do período por 24-31, com o resultado ao intervalo a registar 59-58 favoráveis aos EUA, mas com a Espanha a ficar muito perto de ir para o descanso na frente do marcador. Durant com 17pts liderava a sua equipa, apesar da fraca percentagem, enquanto Navarro com 19pts era o mais eficaz do lado espanhol. Destaque ainda para uma arbitragem de fraquíssima qualidade por parte de Cristiano Maranho (Brasil), Christos Christodoulou (Grécia) e Michael Aylen (Austrália), denotando falta de classe para uma final desta importância.
O 3º período não podia ser mais equilibrado, ao registar-se um empate a 24-24, com LeBron James (EUA) e Pau Gasol (Espanha) a destacarem-se dos restantes no plano individual. A Espanha, apesar do excesso de faltas de Marc Gasol e de Serge Ibaka, continuou a superiorizar-se, ainda que ligeiramente, na luta das tabelas.
O derradeiro período acabou por ser o “canto do cisne” para a Espanha, com os seus jogadores a denotarem um maior cansaço, conjugado com um maior número de faltas dos seus jogadores mais influentes e menor número de opções vindas do banco. Os EUA embalaram para o triunfo com a subida de percentagem de Kevin Durant no tiro exterior e com o acerto defensivo de Kobe Bryant na marcação a Juan Carlos Navarro. O parcial de 24-18 foi o passo decisivo para o resultado final de 107-100 favorável aos americanos, que desta forma conquistam a sua 14ª medalha de ouro nesta modalidade olímpica, em 17 participações.

Kevin Durant, jogador dos Oklahoma City Thunder, foi o marcador do encontro com 30pts, naquele que foi o último jogo de Kobe Bryant pela selecção dos EUA