quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Lakers perdem e vão de mal a pior


Lakers e Pacers, qualquer uma delas a realizar uma temporada decepcionante, protagonizaram um espectáculo de acordo com aquilo que tem sido o seu rendimento este ano, ou seja, demasiado fraco para ser real. Os Pacers conseguiram estar um pouco melhor e com um lançamento heroico de George Hill, levaram a vitória para Indiana por 77-79.

Kobe Bryant é que estava doente, mas o resto da sua equipa parece que se deixou afectar mais do que ele, uma vez que, ao contrário de “Black Mamba”, os restantes elementos dos Lakers estiveram muito longe do que podem valer e até World Peace, que tem sido dos melhores em praticamente todos os jogos, neste esteve bastante mal.

A primeira parte foi o espelho do que seria todo o jogo, com os Pacers a aproveitarem o desnorte da formação de Mike D’Antoni para, mesmo não jogando nada de especial, bem pelo contrário, conseguirem vencer tanto o 1º parcial, 21-25, como também o 2º, 12-15, liderando o jogo ao intervalo por 33-40. Resultado horrível e jogo demasiado mau, tendo em conta que estávamos perante um candidato ao título e outro candidato a fazer boa figura nos Playoffs. David West com 12 pontos e Kobe Bryant com 16 pontos, eram os destaques de Pacers e Lakers, respectivamente.

A segunda parte trouxe maior luta, mas não trouxe melhor espectáculo, nem melhores execuções por parte dos participantes. No entanto, os Lakers pareciam querer mudar o rumo dos acontecimentos e começar a impor o jogo que, por exemplo, conseguiram impor em Dallas. Mas era apenas em breves espaços de tempo. Os Pacers continuavam a conseguir manter-se na liderança, embora a diferença fosse escassa. George Hill começava a abrir o livro e a aquecer para o que viria a fazer na parte final da partida. Bryant já levava 27 pontos e já ninguém se lembrava que estava a jogar com febre. Só lhe faltou pegar a “doença” ao resto da equipa.

No último período, um dos aspectos do jogo que maior peso viria a ter no resultado final, acentuou-se ainda mais, que foram os lances livres desperdiçados. É certo que tanto uma, como outra, falharam demasiados lances livres, mas como é que é possível, a este nível, falhar-se 30 lances livres? Se os 10 falhados pelos Pacers já foram demais, então o que dizer dos 20 que os Lakers falharam. Os Lakers falharam, nos minutos decisivos, 4 consecutivos, 2 por Howard (tem sido dramático os pontos que os Lakers têm perdido à custa dele) e outros tantos por World Peace. Bryant ainda marcou um triplo que colocou a partida empatada a 77-77, mas George Hill, com muita frieza, e alguma passividade de World Peace e Gasol, acabou por concretizar um lançamento fantástico que deu a vitória à formação de Indiana por 77-79, em pleno Staples Center. Tal como na derrota com os Spurs, os Lakers voltam a perder um jogo nos últimos segundos.

Ninguém irá ter saudades de um jogo em que se registaram 36 turnovers (Lakers 19 e Pacers 17), as percentagens de lançamento ficaram-se nos 31.6% para Lakers e 36.7% para Pacers, com 53.5% de aproveitamento da linha de lance livre para os da casa e 63.0% para os visitantes. Estas duas equipas estão claramente a precisar de serem “internadas”, sem tempo certo para terem “alta”.  


Los Angeles Lakers
Atleta
Exibição
Nota
D. Morris
Chega a dar pena ver este jovem jogador a jogar tantos minutos pelos Lakers. Mesmo que ainda tenha potencial para crescer, está a “queimar-se” a cada jogo que passa, além de prejudicar a equipa (1pt, 3rb e 0 em 6)
1
K. Bryant
Tenha dedos partidos, entorses mal curadas, joelhos inchados ou mesmo febre, Bryant vai para o campo como se nada fosse e deixa lá tudo pelos Lakers. Só não deu mais uma vitória à equipa porque essa não compareceu. Os 10 TO revelam também a falta de discernimento (40pts, 10rst, 3ast e 3rb)
3
M. World Peace
Talvez o seu pior jogo esta época, ele que vinha numa excelente sequência de grandes jogos. Neste esteve muito abaixo das expectativas (4pts, 12rst, 4ast e 1 em 8)
2
P. Gasol
Soube-se agora que anda a jogar limitado. Ok, pode ser que sim, mas também começa a soar a desespero tendo em conta o pouco que anda a jogar e o aviso que já levou de D’Antoni (10pts, 9rst e 3ast)
2
D. Howard
Esforçou-se bastante para conseguir dar mais à equipa, mas precisa trabalhar com maior afinco, ou pelo menos concentrar-se mais na hora dos lances livres (17pts, 8rst, 4blo e 7 em 10)
3
A. Jamison
O seu rendimento subiu, desde que D’Antoni chegou, mas neste jogo voltou às exibições medíocres que andava a ter (3pts, 4rst e 1 em 7)
1
J. Hill
Tem perdido minutos de utilização com D’Antoni e o seu rendimento ressente-se disso. Ainda assim quando entra, entra com tudo (2pts e 7rst)
2
C. Duhon
Também não foi a sua noite. Não acrescentou nada de novo e não soube compensar o jogo horrível de Morris (3rst e 3ast, 0 em 3)
1
J. Meeks
Bastaram 7 minutos em campo para se ver que não valia a pena contar com ele (2rst e 0 em 3)
1

Indiana Pacers
Atleta
Exibição
Nota
G. Hill
Um dos poucos que pode dizer que escapou à razia deste jogo. Bom jogo de Hill e com o extra de ter marcado o lançamento da vitória (19pts, 5rst, 5ast e 7 em 12)
4
L. Stephenson
Desastrado e nada fez de jeito para ajudar a equipa a vencer este jogo. Por vezes algo distraído (4pts, 4rst e 2 em 8)
1
P. George
Continua sem conseguir assumir o papel de líder desta equipa, na ausência de Granger. Muito pouco eficaz e por vezes trapalhão (12pts, 9rst, 2ast e 5 em 13)
2
D. West
Costuma dar-se bem contra os Lakers e voltou a acontecer isso mesmo. Jogo muito seguro e conseguiu levar a melhor sobre Gasol em quase todos os aspectos (16pts, 10rst, 8ast, 2blo e 7 em 15)
4
R. Hibbert
Fez demasiadas faltas cedo demais e passou o jogo a entrar e a sair. Pelo meio não registou nada de especial, porque poucas foram as vezes que jogou alguns minutos consecutivos (8pts, 5rst e 3blo)
2
T. Hansbrough
12 minutos pouco relevantes. Esteve menos participativo do que costuma ser (3pts e 4rst)
1
S. Young
Dentro da performance geral da partida. Inconsequente e desorganizado (4rst e 0 em 4)
1
G. Green
Mais um que costuma contribuir mais e melhor, mas que neste jogo não encontrou o caminho do cesto (3pts, 2rst e 1 em 8)
1
I. Mahinmi
O melhor que se viu do banco dos Pacers. Não é um jogador muito técnico, mas curiosamente, ele que teve de enfrentar Howard e Gasol, saiu-se muito melhor que outro colega suplente (11pts e 6rst)
3
DJ Augustin
Mais um que passou completamente ao lado deste jogo (3pts e 1 em 5)
1

domingo, 18 de novembro de 2012

Blazers voltam a vencer HOU no OT


Foi a segunda vez, esta temporada, que estas duas equipas se enfrentaram, com o mesmo desfecho, ou seja, os Blazers, depois de já terem derrotado os Rockets em Houston, após prolongamento (85-95), repetiram a façanha, mas em casa, e após terem chegado a estar em desvantagem por 16pts, triunfando por 119-117. Jogo muito intenso e espectacular que poderá dar um pouco mais de confiança a uma equipa que anda a precisar de ganhar consistência.

Sem ausências de vulto – só os Rockets não podiam contar com Carlos Delfino, além da situação conhecida em torno do rookie Royce White – os dois conjuntos entraram bem no jogo, trocando, desde cedo, pontos entre si. Só nos últimos três minutos do primeiro período é que se começou a notar uma ligeira supremacia de um dos lados, com os Rockets a destacarem-se com uma vantagem de cinco pontos, terminando na frente por 22-27. Chandler Parsons destacava-se dos restantes com 8pts marcados, enquanto nos da casa era Nicolas Batum o homem em foco, com 9pts.
 Logo na entrada do segundo período, Toney Douglas marcou cinco pontos consecutivos, colocando a vantagem dos Rockets na casa das dezenas, 22-32. Os Blazers tentaram reagir, mas passado pouco tempo essa vantagem voltou a subir, graças aos triplos que começavam a cair para o lado dos Rockets, com Morris, Harden e Patterson a marcarem três lançamentos exteriores, consecutivos, sendo que o do último jogador referido deu a maior vantagem de que os Rockets iriam usufruir nesta partida, 16 pontos, com o resultado em 35-51. A tripla Lillard-Batum-Aldridge não baixou os braços e foi graças a eles que a equipa conseguiu reduzir para sete pontos de desvantagem, até chegar o intervalo, apesar de terem perdido o parcial por 29-31. 51-58 era o resultado ao intervalo, que espelhava bem o basquetebol de ataque protagonizado por ambos os conjuntos.

Após o descanso, os Rockets tornaram a entrar melhor que os Rockets e com um parcial de 6-14 regressaram à liderança na casa das dezenas, 57-72, e parecia não haver forma dos Blazers cortarem a eficácia ofensiva dos texanos, apesar do tempo que ainda havia para jogar. Sentia-se que a confiança do lado dos Rockets era demasiado para a dos Blazers. Os Rockets não contavam é que Batum, que já estava a fazer um grande jogo, concretizando quase tudo o que lançava, nos últimos quatro minutos do período ‘pegou’ na equipa e marcou 10pts contra apenas dois de Houston, cortando num instante a desvantagem para apenas um ponto, 78-79, no final do 3º parcial. O Rose Garden parecia que estava a ‘pegar fogo’ tal era a loucura que se assistia.
No último período, os Rockets conseguiram controlar, no começo, o entusiamo que os Blazers traziam da fantástica recuperação operada, e os triplos de Morris e Parsons voltavam a colocar alguma vantagem para a equipa, chegando a dispor de uma vantagem de 7pts, 93-100, a seis minutos do fim. No entanto era Lillard quem começava a destacar-se a ajudar a sua equipa a manter-se na partida, ele que marcou 11pts neste período. Graças aos seus 6pts consecutivos, os Blazers venceram o parcial por 33-32 e obrigaram a que o jogo se decidisse no prolongamento.

Os Rockets questionavam-se agora sobre “onde é que eu já vi este filme” e no período extra até entraram melhor, à semelhança de praticamente todos os períodos, com Harden a assumir a responsabilidade, 111-114. Mas Lillard vinha com um ritmo do 4º período praticamente imparável e respondeu logo com um triplo. O tempo passava e o empate mantinha-se, até ao momento que Asik faz a sua 6ª falta e os Blazers não perderam mais a liderança, com Aldridge a marcar os últimos três pontos da equipa, que viriam a ser decisivos para fechar o resultado em 119-117.

Não era o principal cartaz da noite de jogos da NBA, mas graças ao desempenho das duas equipas acabou por tornar-se no melhor espectáculo da noite. Os Rockets têm agora de esperar por dia 8 de Fevereiro de 2013 para voltar a receber os Blazers e aí tentar resolver a questão sem prolongamentos à mistura, pois já se viu que nesse tempo extra a sorte não quer nada com eles. Um último destaque apenas para o facto de desde 1997 os Blazers não terem três jogadores com pontuações tão altas, como neste jogo – Batum 35, Aldridge 29 e Lillard 27 – sendo que na altura foram Isaiah Rider com 35pts, Brian Grant com 34pts e Arvydas Sabonis com 31pts.


Avaliação dos jogadores:

D. LILLARD: Grande exibição, principalmente depois do intervalo, concretizando 18pts, dos 27 (máximo de carreira) com que terminou, na 2ª parte, incluindo também o prolongamento (5pts). Joga com grande confiança e sem medo de arriscar nas alturas em que a bola “queima” – 27pts, 5rst, 5ast e 9 em 18: NOTA 4

W. MATTHEWS: É um marcador de pontos por natureza e contribuiu bem na vitória da sua equipa, apesar da sua principal arma – tiro exterior – não ter estado tão eficaz (2 em 7). Boa exibição no geral – 15pts, 5rst e 5ast: NOTA 3

N. BATUM: Fez 7 turnovers, é verdade, mas o que fica deste jogo é a sua espectacular exibição, levando a equipa “ao colo” no 3º período. Graças a ele, os Blazers voltaram à discussão da partida e acabaram mesmo por vencer. Igualou o seu máximo de carreira com 35pts, aos quais juntou 6rst, 4ast, 5blo e uma percentagem de lançamento de 13 em 19, com 5 triplos em 8 tentados! NOTA 4

L. ALDRIDGE: É um jogador impressionante e muito difícil de defender, tal é a sua qualidade a jogar tanto dentro, como fora. Principalmente a jogar mais afastado do cesto, exibe uma qualidade de lançamento notável. Decisivo nos últimos momentos do OT – 29pts, 6rst, 2blo e 11 em 19: NOTA 4

JJ HICKSON: Naturalmente, perante tantos números espectaculares de uns, não sobra muito para outros brilharem. Foi o caso de Hickson, que tentou contribuir mais na luta dos ressaltos – 3pts e 7rst: NOTA 2

J. JEFFRIES: Se há jogadores com muita sorte de jogarem na NBA, este é um dos mais badalados… - 2ast em 10 minutos: NOTA 1

V. CLAVER: 1ast e 1 turnover em 9 minutos: NOTA 1

M. LEONARD: Não teve o brilhantismo de outros, mas foi extremamente importante na forma brava com que enfrentou o adversário, sendo o melhor ressaltador da equipa. Foi o melhor suplente da equipa – 8pts, 8rst, 1rb e 1blo: NOTA 3

R. PRICE: Costuma ser um jogador que empolga o público e a equipa quando entra, mas neste jogo fez mais faltas (4) do que pontos (2): NOTA 1

S. PAVLOVIC: Entrou, mas parece ser uma peça fora do baralho: NOTA 1

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J. LIN: Continua sem conseguir o mesmo protagonismo que originou, a temporada passada, o mediatismo em torno da sua ascensão surpreendente. Não arriscou grande coisa e limitou-se a organizar a equipa. No prolongamento nem chegou a entrar – 11pts, 6rst, 11ast e 2blo: NOTA 3

J. HARDEN: Tentou tudo o que esteve ao seu alcance para levar a equipa à vitória, mas todo o seu esforço foi em vão, apesar da excelente exibição que protagonizou – 29pts, 6rst, 6ast e 3rb: NOTA 4

C. PARSONS: Tem evoluído bastante e começa, aos poucos, a conseguir fazer o que tanto o destacou na sua carreira universitária, ou seja, é um jogador que sabe fazer de tudo um pouco. Marcou pontos (19), ganha ressaltos (11) e é aguerrido na defesa (1rb). Para continuar a seguir: NOTA 3

P. PATTERSON: Continua a jogar muito bem e a mostrar que há trabalho à sua volta. Tem subido todos os anos e neste tem sido sempre titular indiscutível, provando uma vez mais o porquê disso mesmo – 15pts, 2rst e 1ast: NOTA 3

O. ASIK: Quem diria que este jogador iria ter o desempenho que está a ter em Houston? Ganha ressaltos como poucos e ainda ajuda no ataque – 16pts e 16rst: NOTA 4

G. SMITH: Jogou 7 minutos, nos quais apenas teve 2pts para amostra: NOTA 1

M. MORRIS: Letal nos triplos (4 em 6), saltou do banco para contribuir a sério e foi mesmo o melhor suplente de todos os que actuaram, de ambos os lados – 16pts, 3rst e 2ast: NOTA 3

C. ALDRICH: Esteve equipado durante dois minutos: NOTA 1

T. DOUGLAS: Alguém lhe disse, nos tempos desastrosos dos Knicks, que tinha qualidade de atirador e agora precisa de algum tempo até ter noção da realidade. Jogou os 5 minutos do tempo extra, em vez de Lin, e não se percebeu bem para fazer o quê – 9pts, 2rst, 2 em 11, incluindo 0-5 da linha de 3pts: NOTA 1


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Venceram os menos maus


Um jogo entre Lakers e Spurs é sempre um grande cartaz, pelos grandes nomes envolvidos e pela rivalidade que estas duas formações têm acentuado há pelo menos 12 anos. No entanto, ambas protagonizaram um fraco espectáculo, com más exibições de ambos os lados. Mas como tinha de haver um vencedor, apesar de ambas merecerem a derrota, acabou por triunfar aquela que foi menos má nos minutos da decisão e aí venceram os do costume, os San Antonio Spurs organizaram melhor o ataque final e venceram em Los Angeles por 82-84.

O arranque do jogo deixava no ar um filme totalmente diferente daquele que viríamos depois a assistir, ou seja, ambas as equipas entraram a marcar pontos com consistência, embora tenham dividido o protagonismo em alturas diferentes. Os Spurs começaram primeiro por entrar com um parcial de 2-10, com os Lakers a terem depois o papel principal com um parcial de 14-0. Daqui para a frente foi empate atrás de empate, ou uma ou outra liderança por vantagens mínimas. O primeiro período, graças ao parcial já referido, foi o melhor dos Lakers, com estes a vencerem por 24-18.

No 2º período o jogo piorou e nenhuma equipa conseguia ser consistente no ataque, com várias péssimas decisões de ambos os lados. Se nos Lakers ainda se conseguia dar alguma desculpa por não terem qualquer um dos seus principais bases – Nash e Blake lesionados – já nos Spurs não se encontrava grande explicação. Bastava ao banco dos Spurs ter jogador metade do que costuma jogar, para ter dado um balanço totalmente diferente à partida, já que o dos Lakers esteve dentro do registo normal com poucos pontos, e acima de tudo, muito pouco jeito para a prática do basquetebol, sendo Jordan Hill a única excepção. 

O intervalo chegava, para alivio daqueles que apenas queriam ver um jogo bem jogado, com os Lakers ainda na frente por 43-38. Numa primeira parte tão mal jogada, Kobe Bryant era a excepção, liderando a equipa em pontos e sendo a voz de comando de uma equipa desorientada sem rumo e à espera do seu novo timoneiro. Nos Spurs era Tony Parker quem se destacava mais.

O intervalo não resolveu nada e as equipas regressaram a jogar o mesmo da 1ª parte, ou melhor, a tentar jogar alguma coisa. Este 3º período foi o melhor dos Spurs, com a equipa a destacar-se um pouco dos Lakers. Tim Duncan apareceu mais activo na luta debaixo das tabelas e começou a fazer alguns pontos com consistência, sendo o melhor da equipa. No lado dos visitados, os Lakers tentavam, a todo o custo, concretizar dois ataques consecutivos com algum discernimento, o que se revelava uma tarefa bastante árdua quando a bola estava nas mãos de Darius Morris, ou de Jodie Meeks. A única solução era mesmo aparecer Kobe Bryant, ou em alguns ataques esporádicos, Dwight Howard. Os jogadores de Gregg Popovich conseguiram melhorar um pouco e seguraram a vitória no período por 16-22.

No último período o factor positivo foi a incerteza que durou até ao último segundo, pois as equipas continuaram a trocar liderança atrás de liderança, permanecendo empatadas em grande parte do tempo e perante a inconstância de ambas, à medida que o tempo avançava cada vez que alguma conseguia, enfim, meter a bola dentro do cesto era considerado de uma importância extrema. Perto do final os Lakers chegaram a dar a sensação de poder ficar com a vitória, principalmente depois de Gasol ter marcado 4pts consecutivos, ficando a equipa a vencer por 82-79. Tim Duncan respondeu e reduziu para a vantagem mínima, com os Lakers a responderem mal no ataque, com um lançamento falhado por World Peace e uma falta debaixo do cesto de Howard. 

Os Spurs ainda tinham uns intermináveis 19 segundos para organizar o seu ataque e definir da melhor maneira a passagem para a frente do marcador. Foi isso que fizeram, Uma troca de bola simples entre Parker, Duncan e Leonard, com Green a desenvencilhar-se da marcação de Bryant e concretizar um lançamento de três pontos que viria a fechar o marcador em 82-84 para os Spurs. Os Lakers ainda tinham 9 segundos, só não tiveram o mesmo esclarecimento e a bola entrou em Gasol e este não conseguiu passar a Bryant, sendo obrigado a lançar de 3pts, com a bola a não entrar.

O primeiro embate entre estas duas formações rivais foi algo desapontante, pois o jogo teve momentos muito pouco condizentes com a qualidade que ambas têm. Ainda assim, o que se retira deste jogo é uma equipa dos Lakers a precisar com urgência de um treinador e que Steve Nash recupere muito rapidamente. Mike D’Antoni tem de começar a pensar seriamente o que quer fazer com esta equipa, pois ela demonstra estar muitos furos abaixo dos restantes candidatos ao título. Os Spurs, não jogaram bem, é verdade, mas estão num nível diferente. Estão naquele nível em que não é uma exibição menos boa que pode abalar seja o que for e a verdade é que ainda saem mais confiantes deste jogo.

Avaliação dos jogadores:

D. MORRIS: Não agarrou a oportunidade. Mesmo que tenha de voltar a jogar, devido às ausências de Nash e Blake, se D’Antoni está já a tentar perceber com quem pode contar, Morris é provável que tenha já um traço em cima. Ansioso, desastrado e sem basquetebol para este nível – 1pt, 2rst, 1ast e 0 em 5: NOTA 1

K. BRYANT: A equipa dos Lakers volta a ser Bryant e os outros. Está como o vinho, dando a sensação dos anos não passarem por ele, tal é a disponibilidade e a classe com que joga. Esteve ao seu melhor nível, no entanto os seus colegas ainda não o acompanham – 28pts, 4rst, 8ast e 12 em 19: NOTA 4

M. WORLD PEACE: Como é que é possível que continue a lançar tanto como lança? 4 em 14 diz tudo acerca de um jogador que continua a prejudicar o ataque da sua equipa, com tanta insistência numa área que não é, nem nunca foi, a sua – 12pts e 4rst: NOTA 2

P. GASOL: Cada vez joga mais afastado do cesto e isso não pode ser solução. Além disso esteve bastante desconcentrado na defesa, perdendo alguns bolas com a ingenuidade de um rookie. Há procura da melhor forma – 10pts, 10rst , 5ast e 3 em 10: NOTA 2

D. HOWARD: Começou bem, mas até ao final do jogo foi sempre a descer. Muito esforçado na defesa, mas pouco esclarecimento no ataque, colecionando 6 turnovers. Dá sinais de estar a evoluir fisicamente, mas ainda não é o Howard dominante – 13pts, 15rst e 3blo: NOTA 2

A. JAMISON: Se há jogador que tem qualidade acima da média para ser factor vindo do banco é ele! No entanto, sempre que entra, até que se note a sua presença, passam minutos e minutos sem que registe algo digno de nota. Parece que se esconde do jogo e assim dificilmente poderá ser o “sexto jogador” – 5pts e 3rst: NOTA 1

J. HILL: Continua a justificar todos os minutos de utilização e da forma como este jogo estava, até se justificava a sua presença na altura decisiva, pois nos últimos minutos faltou quem tivesse a mesma entrega e energia que ele – 8pts, 6rst e 3blo: NOTA 3

C. DUHON: Nunca foi, nem há-de ser, um base de primeira linha, mas daí a ser opção atrás de Morris vai uma grande diferença – 5pts, 2rst e 3ast: NOTA 2

J. MEEKS: Teve o mérito de aproveitar os minutos que tem tido, sem Mike Brown, para provar o porquê de não ser utilizado com o ex-treinador… dizer que jogou mal é um elogio à sua exibição. Cada bola nas suas mãos parecia que caía num buraco sem fundo. Se a escala fosse de 0 a 5… - 2rst e 2rb: NOTA 1

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T. PARKER: Esteve bem no seu papel de organizar a equipa, embora também se tenha deixado influenciar, em alguns momentos, pela desorganização geral da partida – 19pts, 4rst, 7ast e 8 em 18: NOTA 3

D. GREEN: O triplo concretizado a 9 segundos do fim deu a vitória à equipa e valorizou a sua exibição, que até aí, vinha sendo pautada pela pouca eficácia no que melhor sabe fazer, que é lançar – 11prs, 5rst, 3rb e 4 em 12: NOTA 2

K. LEONARD: Para o potencial que tem e pelo que já demonstrou em outros jogos, anda a ter jogos muito longe do que se espera dele. Passou completamente ao lado da partida – 7pts e 4rst: NOTA 1

T. DUNCAN: É de uma inteligência a jogar de outro nível. Não fez um jogo consistente, mas percebe quando as coisas não estar a sair como o normal e procura dar outras coisas à equipa, como segurança e tranquilidade. Muito importante nos minutos finais do jogo – 18pts, 9rst, 4ast, 4blo e 9 em 19: NOTA 3

T. SPLITTER: Surgiu no 5 inicial, em vez de Diaw, talvez para fazer frente às torres interiores dos Lakers. Dentro do que sabe fazer, não esteve mal e até importunou várias vezes a acção quer de Howard, como de Gasol. Missão cumprida – 9pts e 9rst: NOTA 2

S. JACKSON: Pouco ou nada deu à equipa. Normalmente tem uma presença mais decisiva, com pontos e entrega na defesa, mas hoje não foi o seu dia – 6pts: NOTA 1

D. BLAIR: Que jogador seria se tivesse dois joelhos normais, assim fica limitado também em tempo de jogo, mas enquanto está lá dentro é inteligente, eficaz e sabe passar bem a bola – 6pts, 2rst e 2ast em 13 min: NOTA 2

M. GINOBILI: Quem foi este jogador que vestiu a camisola com o nome de “Ginobili” nas costas? O astro argentino não esteve no Staples Center. Ainda está muito longe de ser o jogador que todos conhecem – 3pts e 3st, 1 em 8: NOTA 1

B. DIAW: Desta vez foi relegado para o banco de suplentes, em virtude da superioridade física dos jogadores interiores de LA. Quando entrou fez um triplo e nada mais – 3pts, 1rst e 1rb: NOTA 1

G. NEAL: Um dos que costuma dar mais pontos vindo do banco, estranhamente apenas actuou durante 8 minutos, lançando por três vezes, mas sem sucesso – 2rst, 1ast e 1rb: NOTA 1
P. MILLS: Dois pontos e um roubo de bola, em seis minutos: NOTA 1

sábado, 10 de novembro de 2012

Crónica de um despedimento anunciado


Tal como a obra – Crónica de uma Morte Anunciada - do Prémio Nobel da Literatura, Gabriel García Márquez, a demissão de Mike Brown estava anunciada logo quando assinou pelos Lakers, no início da temporada 2011/12. Hoje, dia 9 de Novembro, foi anunciado o seu despedimento, com Mitch Kupchak a fazer a declaração oficial.

“Foi uma decisão difícil e dolorosa de tomar. O Mike (Brown) foi sempre muito dedicado e trabalhador, mas pensamos que o melhor para a equipa seria tomar outro rumo nesta altura. Agradecemos o esforço e contribuições do Mike e desejamos a ele, e à sua família, a melhor sorte” declarações de Mitch Kupchak no site oficial dos Lakers.

Apesar de ter chegado uma vez às Finals com os Cleveland Cavaliers, Mike Brown nunca convenceu os críticos, nem os fãs dos Lakers, que esperavam outro técnico para substituir o mítico Phil Jackson.

A primeira temporada acabou na 2ª ronda dos Playoffs, eliminados claramente pelos Thunder, que seriam vice-campeões da NBA. Mais uma vez, poucos ficaram convencidos acerca do seu trabalho e continuaram a torcer bastante o nariz a um eventual sucesso dos Lakers sob a batuta de Brown, considerado um especialista na arte de defender.

Esta temporada a pressão subiu a pique a partir do momento que a equipa conseguiu a aquisição de Steve Nash, Dwight Howard e Antawn Jamison, contratações mediáticas que dotaram o plantel da formação californiana como uma das principais candidatas ao título, se não mesmo a principal.

No entanto, muitos continuaram a dizer que, mais do que a falta de mais opções de banco, o principal ponto fraco era a equipa técnica, com Mike Brown à cabeça.

Os jogos de pré-temporada valem o que valem, até devido a todas as experiências que se fazem com jogadores que acabam por nem integrar os plantéis, mas logo aí ficou muita incerteza, pois os Lakers não conseguiram vencer um único jogo, dos oito que disputaram.

Na temporada a sério é o que se sabe e tem visto, uma equipa com dificuldades para atacar com consistência – muitos turnovers – e para impedir que os adversários façam muitos pontos. Neste momento os Lakers são os últimos classificados da Conferência Oeste com uma vitória em cinco jogos.

Jim Buss, nem faz dois dias, ainda expressou o apoio ao técnico, mas afinal não demorou muito tempo a surgir esta notícia que muitos já esperavam. Agora vão surgir os rumores sobre quem será o próximo treinador, enquanto Bernie Bickerstaff, treinador assistente, assume o controlo da equipa.

Jerry Sloan, Mike D’Antoni, Brian Shaw e Nate McMillan são os nomes mais falados na imprensa, enquanto que nas redes sociais há um nome que reúne consenso… Phil Jackson.

Na hora do aperto, Durant resolve


Em Chicago defrontaram-se duas equipas com pretensões pelo título, com Thunder a visitar um dos pavilhões – United Center - onde, normalmente, é mais difícil ganhar, apesar dos Bulls já ter cedido um jogo esta época. Ainda sem Derrick Rose, os Bulls viram a super estrela do lado contrário, Kevin Durant, dominar como quis os últimos três minutos e oferecer o triunfo à sua equipa por 91-97.

A cotação das equipas prometia um grande espectáculo de basquetebol, ou pelo menos um jogo equilibrado. Se a primeira expectativa ficou adiada lá mais para a frente do campeonato, já o equilíbrio e incerteza não faltaram, tornando o jogo bastante interessante desde o 1º período, onde os Bulls foram superiores, mas não o conseguiram materializar na pontuação, apesar de um arranque com um parcial de 12-4. Os Thunder não acertavam nos lançamentos – começaram com 2 em 12 – mas a meio do período começaram a reencontrar-se e a aproveitar alguns dos turnovers que os Bulls cometeram nesta partida. O jogo estava com um ritmo muito interessante e no final do período não podia ser mais equilibrado, com um empate a 24-24. Serge Ibaka esteve fenomenal neste período, com 11pts marcados.

O 2º período voltou a ter muito equilíbrio e igualmente perdas de bola de parte a parte, que nunca deixaram que alguma das equipas disparasse no marcador. Quando uma parecia poder embalar para uma vantagem mais confortável, logo tratava de “oferecer” a recuperação ao adversário com algum disparate. Isto foi nota dominante em praticamente todos os períodos. Apesar de Kevin Martin – 9 pontos neste período – ter sido uma grande dor de cabeça para Chicago, a equipa conseguiu voltar a organizar-se e não só empatou a partida a 40-40, como parecia ir conseguir chegar ao intervalo na frente, mas os Thunder não deixaram e fecharam o período com 23-24 e na liderança do jogo por 47-48.

Na 2ª parte continuaram os turnovers inexplicáveis de ambas as formações, onde Durant, dos Thunder, e Boozer, dos Bulls, iriam terminar o jogo em destaque com 6 e 5, respectivamente. No geral, Chicago dominou este período, graças a um parcial de 9-0 liderados por Hinrich e Deng, conseguindo vencer o parcial por 25-18 e indo para o último período na liderança por 72-66, transmitindo a sensação de poderem fechar logo no recomeço. Westbrook só tinha um turnover e 9ast, mas na finalização estava desastrado com 4 em 16, incluindo 1 em 7 de 3pts.

No período das decisões, como normalmente se diz, os Bulls entraram bastante mal e não conseguiam fazer pontos, com apenas 6pts em praticamente 6 minutos jogados. Naturalmente que Oklahoma aproveitou para recuperar e voltar à liderança, chegando aos 78-83. Os Bulls voltam a recuperar com mérito, mas também muita atrapalhação do lado dos Thunder, e a 3.29 do fim empatam a partida a 85-85. O jogo dava sinais de poder precisar de, pelo menos, mais 5 minutos de jogo. 

Kevin Durant, que de mau tinha os 6 turnovers já destacados, começou a assumir a responsabilidade de levar os Thunder à vitória e nos últimos 3 minutos marcou 8pts, onde se inclui um lançamento a 46 segundos do fim, dando aos Thunder uma liderança de 4pts que viria a revelar-se decisiva. Gibson ainda respondeu logo a seguir, mas Durant voltou à carga e recolocou os 4pts de avanço com 19 segundos para se jogar, 89-93. Noah não desistiu e voltou a diminuir a desvantagem para 91-93, mas Durant foi para a linha de lance livre e não tremeu. Os Bulls ainda apostaram em Radmanovic – só entrou no jogo a 5 segundos do final – para lançar de 3pts, mas não conseguiu converter e os Thunder confirmaram mesmo a vitória por 91-97.

Além de mais uma demonstração de grande nível de Durant, o jogo fica ainda marcado pelo elevado número de turnovers de ambos os lados, com Bulls a registar 20 e Thunder 22. O banco dos Thunder também foi mais produtivo, com Martin (15pts) a marcar mais pontos do que todo o banco de Chicago (14) junto. Chicago tem equipa para ir aguentando a ausência de Rose, mas é nestes jogos, com equipas do mesmo nível, que se vê a falta do líder.

Avaliação dos jogadores:

K. HINRICH: Actuação global interessante, apesar de cometer alguns erros pouco normais em si e alguns deles resultaram em contra-ataques dos Thunder. Registou 12pts, 3rst e 5ast: NOTA 2

R. HAMILTON: Dizer que parecia o Hamilton dos tempos de Detroit, é o melhor elogio que se pode fazer. Muito disponível para correr, esteve bastante certeiro com 20pts. Registou ainda 8rst: NOTA 3

L. DENG: Foi o melhor dos Bulls exibindo-se com grande classe e segurança. Até no tiro exterior esteve fantástico (3 em 6), lutando até ao fim pela vitória – 27pts e 2ast: NOTA 4

C. BOOZER: A desilusão da noite. Sem Rose fica difícil, mas se Boozer também não contribuir fica quase impossível, ainda por cima com 5 turnovers – 9pts e 11rst: NOTA 1

J. NOAH: Sempre no seu estilo aguerrido, Noah tentou liderar a defesa de Chicago, ficando um pouco aquém do que vem fazendo no ataque – 9pts, 13rst e 6ast: NOTA 3

T. GIBSON: Se a sua renovação tivesse dependente deste jogo, diríamos que já era. Assim como já assinou, pode estar descansado, mas precisa voltar ao seu rendimento – 4pts, 2rst e 2ast: NOTA 1

M. BELINELLI: Passou pelo jogo e quase ninguém se deve lembrar de que forma marcou os 2pts com que terminou o jogo: NOTA 1

N. MOHAMMED: Entrou, mas não registou nada digno de destaque: NOTA 1

N. ROBINSON: Precisa de guardar a energia que gasta aos berros no banco, para quando entra em campo, ou a sua função é ser “cheerleader”? NOTA 1

J. BUTLER: Curiosamente aquele que mais e melhor contribuiu do banco, só teve direito a jogar no 2º período, onde registou 6pts, 3rst e 3ast: NOTA 2

V. RADMANOVIC: Entrou a menos de 10 segundos do fim para fazer uma falta e tentar um triplo: NOTA 1


R. WESTBROOK: Marcou 16pts e distribuiu 12ast, além de apenas ter registado 1TO. Assim fica difícil dizer que Westbrook esteve mal, tendo em conta que a lançar teve 7 em 22. Ainda assim, desta vez, não foi isso que o impediu de ser decisivo: NOTA 3

T. SEFOLOSHA: Registou 7pts e 7rst, no restante esteve discreto no regresso a uma casa que conhece bem: NOTA 2

K. DURANT: Fez 6 turnovers e depois? No restante foi de longe o melhor, oferecendo de bandeja a vitória à equipa com 8pts nos últimos 3 minutos, conquistando 4rst e defensivamente conseguiu 3 roubos de bola e 3 desarmes. Exemplar: NOTA 4

S. IBAKA: Grande exibição de Ibaka, tendo sido ele a segurar a equipa num dos melhores momentos dos Bulls, no 1º período. Defensivamente exemplar e eficaz no ataque - 21pts, 9rst e 4 desarmes: NOTA 4

K. PERKINS: Mais uma actuação cinzenta e sem grandes motivos para recordar – 5 ressaltos: NOTA 1

K. MARTIN: Está cada vez mais à vontade no sistema da equipa e cada vez que entra contribui a sério, com pontos e eficácia – 15pts e 6rst: NOTA 3

N. COLLISON: Tem vindo a perder protagonismo, pois anda longe do jogador combativo e produtivo que habituou os Thunder – 4pts e 3rst: NOTA 2

H. THABEET: Discreto e azarado, saiu mais cedo lesionado – NOTA 1

E. MAYNOR: Começa a subir de forma a olhos vistos e a tornar-se no suplente que era antes da grave lesão – 10pts e 3ast: NOTA 3

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Segunda lição de NY aos Sixers



Segundo encontro consecutivo entre Sixers e Knicks, depois de na noite anterior a equipa de New York ter “cilindrado” os Sixers por 100-84. A equipa de Philadelphia tinha agora a oportunidade de se redimir, jogando perante os seus fãs, apesar de continuar sem contar com Andrew Bynum e agora também sem Jason Richardson, que se magoou na partida anterior. No entanto seriam os Knicks a levar a melhor, iniciando a temporada com 3-0, feito alcançado pela última vez em 1999-2000.

Com uma entrada bastante forte, os Sixers pareciam dispostos a garantir que a história deste encontro seria totalmente diferente. Um parcial de 14-4, no 1º período, deu a sensação dos Sixers estarem prontos a ser eles a dar uma lição de basquetebol aos Knicks, no entanto, e sem Mike Woodson pedir qualquer “timeout”, os Knicks começaram a encaixar na equipa de Philadelphia e a acertar com o cesto. Num instante realizaram um parcial de 0-8 e a 4 minutos do final do 1º parcial já lideravam por 16-18. 

Entretanto, a entrada dos suplentes dos Sixers só acentuou a quebra na pontuação, o que nem é normal nesta equipa. Nick Young era dos que se destacava mais no capítulo do desacerto com 1 em 7 de lançamentos de campo. O 1º parcial terminou com os Knicks por cima e a vencerem por 21-25. No 2º período, nem um desentendimento de JR Smith com Royal Ivey desconcentrou a formação de New York, bem pelo contrário. Continuaram a jogar bastante bem, muito competentes defensivamente e com uma boa eficácia atacante. 

Só faltava começar a cair os triplos e isso aconteceu a 4 minutos do intervalo, com dois consecutivos. O intervalo chegou, para alívio dos Sixers que deixaram de jogar colectivamente e isso fez a diferença, com os Knicks a jogarem muito bem juntos e a liderar por 48-56.

É costume ouvir dizer que o 4º período é o da decisão, mas neste jogo foi mesmo o 3º período que acabou com o jogo. Os Knicks entraram no mesmo ritmo com que foram para o descanso e continuaram a impor uma pressão defensiva sufocante que não deixava os Sixers aproximarem-se no marcador. Quando se deu por isso já os Knicks chegavam a uma liderança de 20 pontos de diferença. 

Até deu para Rasheed Wallace entrar logo no 3º período, para delírio dos muitos fãs dos Knicks presentes no Wells Fargo Center em Philadelphia. A frustração tomava conta do ataque dos Sixers, pois os jogadores começavam a sentir que não conseguiam desarmar a organização defensiva do adversário. Entretanto, “Sheed” aproveitou para mostrar que não entrou só para fazer número e marcou 8 pontos neste período, incluindo um triplo mesmo sob a buzina para o final do parcial. 

Obviamente que após um período com o resultado de 20-33, e uma liderança de 68-89 para a equipa forasteira, os fãs dos Sixers começaram a sair aos poucos, pois a superioridade dos Knicks era gigantesca. O último período não acrescentou nada de novo e só serviu para mostrar que se em vez de 4, fossem 5, 6 ou 7 períodos, que os Knicks iriam sempre continuar no mesmo ritmo ofensivo e sufoco defensivo.

Vitória sem contestação dos Knicks, com uma exibição fenomenal em todos os aspectos do jogo, num campo difícil, de uma equipa que tem aspirações em chegar novamente aos Playoffs, apesar de ainda não contar com Bynum. Se os Knicks forem capazes de manter a organização e tenacidade defensiva que mostraram neste jogo, então temos uma equipa pronta para ser caso sério na liga, já que o ataque não costuma ser problema em New York. Os Sixers não são tão fracos como o resultado de 88-110 possa fazer crer, mas nestas duas noites não conseguiram fazer nada por mérito total dos Knicks.

Análise aos jogadores:

PHILADELPHIA 76'ERS
J. Holiday: Tudo tentou para ser o líder ofensivo da equipa e mostrou algumas coisas boas, mas Felton esteve implacável na sua defesa – 17pts, 3rst e 8ast: NOTA 3

E. Turner: Dá a entender que continua no mesmo ponto, ou seja, sem convencer que poderá dar o salto que se espera dele. Não tem dificuldade em mostrar números, mas não é nada consistente – 11pts, 9rst e 6ast: NOTA 2

D. Wright: Apareceu a titular, com a ausência de J-Rich, e tudo tentou para compensar essa ausência – 14pts e 9rst: NOTA 3

T. Young: Vale muito mais do que demonstrou. É dos que há mais tempo está na equipa e tem de dar o passo em frente para se assumir como líder. Algo apagado e distante – 14pts e 10rst: NOTA 2

K. Brown: Ainda não tinha jogado qualquer minuto esta época e saltou logo para o 5 inicial, devido a alguns problemas físicos de Allen. Acabou por jogar pouco tempo, pois teve o azar de se lesionar – 4pts e 3rst: NOTA 1

S. Hawes: Costuma ser dos que mais energia transmite aos colegas, mas hoje nem isso o adversário permitiu – 2pts e 7rst: NOTA 1

N. Young: Tem licença para lançar, até porque veio para substituir Lou Williams que saiu para os Hawks. No entanto tem de começar a fazer uma melhor selecção de lançamento, pois 4 em 15 é fraquinho – 12pts: NOTA 2

R. Ivey: Teve direito a alguns minutos e não conseguiu mais do que os seus colegas – 5pts e 6rst: NOTA 1

D. Wilkins: Exibição sem grandes notas de destaque, tendo em conta os minutos que esteve em campo – 3pts e 2rst: NOTA 1

L. Allen: Só jogou mais minutos porque Brown saiu lesionado, pois também ele se encontra com alguns problemas físicos que foram bem notórios – 4pts e 3rst: NOTA 1

M. Wayns: Entrou nos minutos finais: NOTA 1

A. Moultrie: Na mesma linha de Wayns: NOTA 1

NEW YORK KNICKS:
J. Kidd: Jogou poucos minutos (17), talvez devido a alguns problemas físicos, ou simplesmente porque Felton jogou tão bem, que não foi necessário ser desgastado – 3pts e 4rst: NOTA 2

R. Felton: Que grande exibição realizou. Defensivamente esteve intratável – que o diga Holiday. Organizou o ataque dos Knicks como quis, jogando e fazendo jogar. Em grande momento – 16pts, 3rst e 8ast: NOTA 4

R. Brewer: A defesa é a sua especialidade e parece ser um dos que inspirou a equipa a entrar no seu estilo. E quando consegue atinar com o lançamento, ainda melhor – 13pts e 10rst: NOTA 4

C. Anthony: A exibição da equipa foi tão boa, que a sua até parece ter passado despercebida, apesar de mais uma boa conjugação de números – 21pts e 7rst: NOTA 3

T. Chandler: Para quem chegou a estar em dúvida para este jogo, esteve muito bem e nem parecia ter qualquer problema – 14pts e 6rst: NOTA 3

JR Smith: Está como quer. Com a equipa a evoluir tanto defensivamente, até ele parece ir de arrasto, depois é só fazer o que melhor faz, que são pontos e dar espectáculo. Pequeno desentendimento desnecessário, num jogo calmo – 17pts, 7rst e 5ast: NOTA 3

P. Prigioni: Rapidamente caiu nas boas graças do seu treinador graças ao seu estilo de jogo calmo, concentrado e organizado. Ganha cada vez mais protagonismo e voltou a estar muito bem – 11pts e 6ast: NOTA 3

K. Thomas: Jogou só na 1ª parte e apenas 6 minutos. Não nos parece que tenha ainda pernas para andar nisto, muito menos numa equipa com esta intensidade: NOTA 1

S. Novak: Longe do “bombardeiro” que ganhou fama. Jogou 22 minutos e não mostrou nada digno de registo: NOTA 1

R. Wallace: Já não é um jovem e esteve dois anos na reforma, mas parece poder ser uma mais valia nesta equipa, além do carisma que tem entre os fãs e no seio dos colegas. Começa a aquecer – 10pts: NOTA 2

J. White: A boa exibição da sua equipa valeu-lhe a entrada em campo nos últimos 3 minutos, para poder dizer que participou: NOTA 1

C. Copeland: Tal como White, mas este ainda conseguiu 5pts, apesar de numa altura em que quem estava em campo já só pedia para acabar o jogo: NOTA 1