sábado, 10 de novembro de 2012

Na hora do aperto, Durant resolve


Em Chicago defrontaram-se duas equipas com pretensões pelo título, com Thunder a visitar um dos pavilhões – United Center - onde, normalmente, é mais difícil ganhar, apesar dos Bulls já ter cedido um jogo esta época. Ainda sem Derrick Rose, os Bulls viram a super estrela do lado contrário, Kevin Durant, dominar como quis os últimos três minutos e oferecer o triunfo à sua equipa por 91-97.

A cotação das equipas prometia um grande espectáculo de basquetebol, ou pelo menos um jogo equilibrado. Se a primeira expectativa ficou adiada lá mais para a frente do campeonato, já o equilíbrio e incerteza não faltaram, tornando o jogo bastante interessante desde o 1º período, onde os Bulls foram superiores, mas não o conseguiram materializar na pontuação, apesar de um arranque com um parcial de 12-4. Os Thunder não acertavam nos lançamentos – começaram com 2 em 12 – mas a meio do período começaram a reencontrar-se e a aproveitar alguns dos turnovers que os Bulls cometeram nesta partida. O jogo estava com um ritmo muito interessante e no final do período não podia ser mais equilibrado, com um empate a 24-24. Serge Ibaka esteve fenomenal neste período, com 11pts marcados.

O 2º período voltou a ter muito equilíbrio e igualmente perdas de bola de parte a parte, que nunca deixaram que alguma das equipas disparasse no marcador. Quando uma parecia poder embalar para uma vantagem mais confortável, logo tratava de “oferecer” a recuperação ao adversário com algum disparate. Isto foi nota dominante em praticamente todos os períodos. Apesar de Kevin Martin – 9 pontos neste período – ter sido uma grande dor de cabeça para Chicago, a equipa conseguiu voltar a organizar-se e não só empatou a partida a 40-40, como parecia ir conseguir chegar ao intervalo na frente, mas os Thunder não deixaram e fecharam o período com 23-24 e na liderança do jogo por 47-48.

Na 2ª parte continuaram os turnovers inexplicáveis de ambas as formações, onde Durant, dos Thunder, e Boozer, dos Bulls, iriam terminar o jogo em destaque com 6 e 5, respectivamente. No geral, Chicago dominou este período, graças a um parcial de 9-0 liderados por Hinrich e Deng, conseguindo vencer o parcial por 25-18 e indo para o último período na liderança por 72-66, transmitindo a sensação de poderem fechar logo no recomeço. Westbrook só tinha um turnover e 9ast, mas na finalização estava desastrado com 4 em 16, incluindo 1 em 7 de 3pts.

No período das decisões, como normalmente se diz, os Bulls entraram bastante mal e não conseguiam fazer pontos, com apenas 6pts em praticamente 6 minutos jogados. Naturalmente que Oklahoma aproveitou para recuperar e voltar à liderança, chegando aos 78-83. Os Bulls voltam a recuperar com mérito, mas também muita atrapalhação do lado dos Thunder, e a 3.29 do fim empatam a partida a 85-85. O jogo dava sinais de poder precisar de, pelo menos, mais 5 minutos de jogo. 

Kevin Durant, que de mau tinha os 6 turnovers já destacados, começou a assumir a responsabilidade de levar os Thunder à vitória e nos últimos 3 minutos marcou 8pts, onde se inclui um lançamento a 46 segundos do fim, dando aos Thunder uma liderança de 4pts que viria a revelar-se decisiva. Gibson ainda respondeu logo a seguir, mas Durant voltou à carga e recolocou os 4pts de avanço com 19 segundos para se jogar, 89-93. Noah não desistiu e voltou a diminuir a desvantagem para 91-93, mas Durant foi para a linha de lance livre e não tremeu. Os Bulls ainda apostaram em Radmanovic – só entrou no jogo a 5 segundos do final – para lançar de 3pts, mas não conseguiu converter e os Thunder confirmaram mesmo a vitória por 91-97.

Além de mais uma demonstração de grande nível de Durant, o jogo fica ainda marcado pelo elevado número de turnovers de ambos os lados, com Bulls a registar 20 e Thunder 22. O banco dos Thunder também foi mais produtivo, com Martin (15pts) a marcar mais pontos do que todo o banco de Chicago (14) junto. Chicago tem equipa para ir aguentando a ausência de Rose, mas é nestes jogos, com equipas do mesmo nível, que se vê a falta do líder.

Avaliação dos jogadores:

K. HINRICH: Actuação global interessante, apesar de cometer alguns erros pouco normais em si e alguns deles resultaram em contra-ataques dos Thunder. Registou 12pts, 3rst e 5ast: NOTA 2

R. HAMILTON: Dizer que parecia o Hamilton dos tempos de Detroit, é o melhor elogio que se pode fazer. Muito disponível para correr, esteve bastante certeiro com 20pts. Registou ainda 8rst: NOTA 3

L. DENG: Foi o melhor dos Bulls exibindo-se com grande classe e segurança. Até no tiro exterior esteve fantástico (3 em 6), lutando até ao fim pela vitória – 27pts e 2ast: NOTA 4

C. BOOZER: A desilusão da noite. Sem Rose fica difícil, mas se Boozer também não contribuir fica quase impossível, ainda por cima com 5 turnovers – 9pts e 11rst: NOTA 1

J. NOAH: Sempre no seu estilo aguerrido, Noah tentou liderar a defesa de Chicago, ficando um pouco aquém do que vem fazendo no ataque – 9pts, 13rst e 6ast: NOTA 3

T. GIBSON: Se a sua renovação tivesse dependente deste jogo, diríamos que já era. Assim como já assinou, pode estar descansado, mas precisa voltar ao seu rendimento – 4pts, 2rst e 2ast: NOTA 1

M. BELINELLI: Passou pelo jogo e quase ninguém se deve lembrar de que forma marcou os 2pts com que terminou o jogo: NOTA 1

N. MOHAMMED: Entrou, mas não registou nada digno de destaque: NOTA 1

N. ROBINSON: Precisa de guardar a energia que gasta aos berros no banco, para quando entra em campo, ou a sua função é ser “cheerleader”? NOTA 1

J. BUTLER: Curiosamente aquele que mais e melhor contribuiu do banco, só teve direito a jogar no 2º período, onde registou 6pts, 3rst e 3ast: NOTA 2

V. RADMANOVIC: Entrou a menos de 10 segundos do fim para fazer uma falta e tentar um triplo: NOTA 1


R. WESTBROOK: Marcou 16pts e distribuiu 12ast, além de apenas ter registado 1TO. Assim fica difícil dizer que Westbrook esteve mal, tendo em conta que a lançar teve 7 em 22. Ainda assim, desta vez, não foi isso que o impediu de ser decisivo: NOTA 3

T. SEFOLOSHA: Registou 7pts e 7rst, no restante esteve discreto no regresso a uma casa que conhece bem: NOTA 2

K. DURANT: Fez 6 turnovers e depois? No restante foi de longe o melhor, oferecendo de bandeja a vitória à equipa com 8pts nos últimos 3 minutos, conquistando 4rst e defensivamente conseguiu 3 roubos de bola e 3 desarmes. Exemplar: NOTA 4

S. IBAKA: Grande exibição de Ibaka, tendo sido ele a segurar a equipa num dos melhores momentos dos Bulls, no 1º período. Defensivamente exemplar e eficaz no ataque - 21pts, 9rst e 4 desarmes: NOTA 4

K. PERKINS: Mais uma actuação cinzenta e sem grandes motivos para recordar – 5 ressaltos: NOTA 1

K. MARTIN: Está cada vez mais à vontade no sistema da equipa e cada vez que entra contribui a sério, com pontos e eficácia – 15pts e 6rst: NOTA 3

N. COLLISON: Tem vindo a perder protagonismo, pois anda longe do jogador combativo e produtivo que habituou os Thunder – 4pts e 3rst: NOTA 2

H. THABEET: Discreto e azarado, saiu mais cedo lesionado – NOTA 1

E. MAYNOR: Começa a subir de forma a olhos vistos e a tornar-se no suplente que era antes da grave lesão – 10pts e 3ast: NOTA 3

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