Em Chicago defrontaram-se duas equipas com
pretensões pelo título, com Thunder a visitar um dos pavilhões – United Center
- onde, normalmente, é mais difícil ganhar, apesar dos Bulls já ter cedido um
jogo esta época. Ainda sem Derrick Rose, os Bulls viram a super estrela do lado
contrário, Kevin Durant, dominar como quis os últimos três minutos e oferecer o
triunfo à sua equipa por 91-97.
A cotação das equipas prometia um grande
espectáculo de basquetebol, ou pelo menos um jogo equilibrado. Se a primeira
expectativa ficou adiada lá mais para a frente do campeonato, já o equilíbrio e
incerteza não faltaram, tornando o jogo bastante interessante desde o 1º
período, onde os Bulls foram superiores, mas não o conseguiram materializar na
pontuação, apesar de um arranque com um parcial de 12-4. Os Thunder não
acertavam nos lançamentos – começaram com 2 em 12 – mas a meio do período
começaram a reencontrar-se e a aproveitar alguns dos turnovers que os Bulls
cometeram nesta partida. O jogo estava com um ritmo muito interessante e no
final do período não podia ser mais equilibrado, com um empate a 24-24. Serge
Ibaka esteve fenomenal neste período, com 11pts marcados.
O 2º período voltou a ter muito equilíbrio e
igualmente perdas de bola de parte a parte, que nunca deixaram que alguma das
equipas disparasse no marcador. Quando uma parecia poder embalar para uma
vantagem mais confortável, logo tratava de “oferecer” a recuperação ao
adversário com algum disparate. Isto foi nota dominante em praticamente todos
os períodos. Apesar de Kevin Martin – 9 pontos neste período – ter sido uma
grande dor de cabeça para Chicago, a equipa conseguiu voltar a organizar-se e
não só empatou a partida a 40-40, como parecia ir conseguir chegar ao intervalo
na frente, mas os Thunder não deixaram e fecharam o período com 23-24 e na
liderança do jogo por 47-48.
Na 2ª parte continuaram os turnovers
inexplicáveis de ambas as formações, onde Durant, dos Thunder, e Boozer, dos
Bulls, iriam terminar o jogo em destaque com 6 e 5, respectivamente. No geral,
Chicago dominou este período, graças a um parcial de 9-0 liderados por Hinrich
e Deng, conseguindo vencer o parcial por 25-18 e indo para o último período na
liderança por 72-66, transmitindo a sensação de poderem fechar logo no
recomeço. Westbrook só tinha um turnover e 9ast, mas na finalização estava
desastrado com 4 em 16, incluindo 1 em 7 de 3pts.
No período das decisões, como normalmente se
diz, os Bulls entraram bastante mal e não conseguiam fazer pontos, com apenas
6pts em praticamente 6 minutos jogados. Naturalmente que Oklahoma aproveitou
para recuperar e voltar à liderança, chegando aos 78-83. Os Bulls voltam a
recuperar com mérito, mas também muita atrapalhação do lado dos Thunder, e a
3.29 do fim empatam a partida a 85-85. O jogo dava sinais de poder precisar de,
pelo menos, mais 5 minutos de jogo.
Kevin Durant, que de mau tinha os 6
turnovers já destacados, começou a assumir a responsabilidade de levar os
Thunder à vitória e nos últimos 3 minutos marcou 8pts, onde se inclui um
lançamento a 46 segundos do fim, dando aos Thunder uma liderança de 4pts que
viria a revelar-se decisiva. Gibson ainda respondeu logo a seguir, mas Durant
voltou à carga e recolocou os 4pts de avanço com 19 segundos para se jogar,
89-93. Noah não desistiu e voltou a diminuir a desvantagem para 91-93, mas
Durant foi para a linha de lance livre e não tremeu. Os Bulls ainda apostaram
em Radmanovic – só entrou no jogo a 5 segundos do final – para lançar de 3pts,
mas não conseguiu converter e os Thunder confirmaram mesmo a vitória por 91-97.
Além de mais uma demonstração de grande nível
de Durant, o jogo fica ainda marcado pelo elevado número de turnovers de ambos
os lados, com Bulls a registar 20 e Thunder 22. O banco dos Thunder também foi
mais produtivo, com Martin (15pts) a marcar mais pontos do que todo o banco de
Chicago (14) junto. Chicago tem equipa para ir aguentando a ausência de Rose,
mas é nestes jogos, com equipas do mesmo nível, que se vê a falta do líder.
Avaliação dos jogadores:
K.
HINRICH: Actuação global interessante, apesar de cometer alguns
erros pouco normais em si e alguns deles resultaram em contra-ataques dos
Thunder. Registou 12pts, 3rst e 5ast: NOTA 2
R.
HAMILTON: Dizer que parecia o Hamilton dos tempos de Detroit, é o
melhor elogio que se pode fazer. Muito disponível para correr, esteve bastante
certeiro com 20pts. Registou ainda 8rst: NOTA 3
L.
DENG:
Foi o melhor dos Bulls exibindo-se com grande classe e segurança. Até no tiro
exterior esteve fantástico (3 em 6), lutando até ao fim pela vitória – 27pts e
2ast: NOTA 4
C.
BOOZER: A desilusão da noite. Sem Rose fica difícil, mas se
Boozer também não contribuir fica quase impossível, ainda por cima com 5
turnovers – 9pts e 11rst: NOTA 1
J.
NOAH:
Sempre no seu estilo aguerrido, Noah tentou liderar a defesa de Chicago,
ficando um pouco aquém do que vem fazendo no ataque – 9pts, 13rst e 6ast: NOTA
3
T.
GIBSON: Se a sua renovação tivesse dependente deste jogo,
diríamos que já era. Assim como já assinou, pode estar descansado, mas precisa
voltar ao seu rendimento – 4pts, 2rst e 2ast: NOTA 1
M.
BELINELLI: Passou pelo jogo e quase ninguém se deve lembrar de que
forma marcou os 2pts com que terminou o jogo: NOTA 1
N.
MOHAMMED: Entrou, mas não registou nada digno de destaque: NOTA 1
N.
ROBINSON: Precisa de guardar a energia que gasta aos berros no
banco, para quando entra em campo, ou a sua função é ser “cheerleader”? NOTA 1
J.
BUTLER: Curiosamente aquele que mais e melhor contribuiu do
banco, só teve direito a jogar no 2º período, onde registou 6pts, 3rst e 3ast:
NOTA 2
V.
RADMANOVIC: Entrou a menos de 10 segundos do fim para fazer uma
falta e tentar um triplo: NOTA 1
R.
WESTBROOK: Marcou 16pts e distribuiu 12ast, além de apenas ter
registado 1TO. Assim fica difícil dizer que Westbrook esteve mal, tendo em
conta que a lançar teve 7 em 22. Ainda assim, desta vez, não foi isso que o
impediu de ser decisivo: NOTA 3
T.
SEFOLOSHA: Registou 7pts e 7rst, no restante esteve discreto no
regresso a uma casa que conhece bem: NOTA 2
K.
DURANT: Fez 6 turnovers e depois? No restante foi de longe o
melhor, oferecendo de bandeja a vitória à equipa com 8pts nos últimos 3
minutos, conquistando 4rst e defensivamente conseguiu 3 roubos de bola e 3
desarmes. Exemplar: NOTA 4
S.
IBAKA: Grande exibição de Ibaka, tendo sido ele a segurar a
equipa num dos melhores momentos dos Bulls, no 1º período. Defensivamente exemplar
e eficaz no ataque - 21pts, 9rst e 4 desarmes: NOTA 4
K.
PERKINS: Mais uma actuação cinzenta e sem grandes motivos para
recordar – 5 ressaltos: NOTA 1
K.
MARTIN: Está cada vez mais à vontade no sistema da equipa e
cada vez que entra contribui a sério, com pontos e eficácia – 15pts e 6rst:
NOTA 3
N.
COLLISON: Tem vindo a perder protagonismo, pois anda longe do
jogador combativo e produtivo que habituou os Thunder – 4pts e 3rst: NOTA 2
H.
THABEET: Discreto e azarado, saiu mais cedo lesionado – NOTA 1
E.
MAYNOR: Começa a subir de forma a olhos vistos e a tornar-se no
suplente que era antes da grave lesão – 10pts e 3ast: NOTA 3

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