domingo, 18 de novembro de 2012

Blazers voltam a vencer HOU no OT


Foi a segunda vez, esta temporada, que estas duas equipas se enfrentaram, com o mesmo desfecho, ou seja, os Blazers, depois de já terem derrotado os Rockets em Houston, após prolongamento (85-95), repetiram a façanha, mas em casa, e após terem chegado a estar em desvantagem por 16pts, triunfando por 119-117. Jogo muito intenso e espectacular que poderá dar um pouco mais de confiança a uma equipa que anda a precisar de ganhar consistência.

Sem ausências de vulto – só os Rockets não podiam contar com Carlos Delfino, além da situação conhecida em torno do rookie Royce White – os dois conjuntos entraram bem no jogo, trocando, desde cedo, pontos entre si. Só nos últimos três minutos do primeiro período é que se começou a notar uma ligeira supremacia de um dos lados, com os Rockets a destacarem-se com uma vantagem de cinco pontos, terminando na frente por 22-27. Chandler Parsons destacava-se dos restantes com 8pts marcados, enquanto nos da casa era Nicolas Batum o homem em foco, com 9pts.
 Logo na entrada do segundo período, Toney Douglas marcou cinco pontos consecutivos, colocando a vantagem dos Rockets na casa das dezenas, 22-32. Os Blazers tentaram reagir, mas passado pouco tempo essa vantagem voltou a subir, graças aos triplos que começavam a cair para o lado dos Rockets, com Morris, Harden e Patterson a marcarem três lançamentos exteriores, consecutivos, sendo que o do último jogador referido deu a maior vantagem de que os Rockets iriam usufruir nesta partida, 16 pontos, com o resultado em 35-51. A tripla Lillard-Batum-Aldridge não baixou os braços e foi graças a eles que a equipa conseguiu reduzir para sete pontos de desvantagem, até chegar o intervalo, apesar de terem perdido o parcial por 29-31. 51-58 era o resultado ao intervalo, que espelhava bem o basquetebol de ataque protagonizado por ambos os conjuntos.

Após o descanso, os Rockets tornaram a entrar melhor que os Rockets e com um parcial de 6-14 regressaram à liderança na casa das dezenas, 57-72, e parecia não haver forma dos Blazers cortarem a eficácia ofensiva dos texanos, apesar do tempo que ainda havia para jogar. Sentia-se que a confiança do lado dos Rockets era demasiado para a dos Blazers. Os Rockets não contavam é que Batum, que já estava a fazer um grande jogo, concretizando quase tudo o que lançava, nos últimos quatro minutos do período ‘pegou’ na equipa e marcou 10pts contra apenas dois de Houston, cortando num instante a desvantagem para apenas um ponto, 78-79, no final do 3º parcial. O Rose Garden parecia que estava a ‘pegar fogo’ tal era a loucura que se assistia.
No último período, os Rockets conseguiram controlar, no começo, o entusiamo que os Blazers traziam da fantástica recuperação operada, e os triplos de Morris e Parsons voltavam a colocar alguma vantagem para a equipa, chegando a dispor de uma vantagem de 7pts, 93-100, a seis minutos do fim. No entanto era Lillard quem começava a destacar-se a ajudar a sua equipa a manter-se na partida, ele que marcou 11pts neste período. Graças aos seus 6pts consecutivos, os Blazers venceram o parcial por 33-32 e obrigaram a que o jogo se decidisse no prolongamento.

Os Rockets questionavam-se agora sobre “onde é que eu já vi este filme” e no período extra até entraram melhor, à semelhança de praticamente todos os períodos, com Harden a assumir a responsabilidade, 111-114. Mas Lillard vinha com um ritmo do 4º período praticamente imparável e respondeu logo com um triplo. O tempo passava e o empate mantinha-se, até ao momento que Asik faz a sua 6ª falta e os Blazers não perderam mais a liderança, com Aldridge a marcar os últimos três pontos da equipa, que viriam a ser decisivos para fechar o resultado em 119-117.

Não era o principal cartaz da noite de jogos da NBA, mas graças ao desempenho das duas equipas acabou por tornar-se no melhor espectáculo da noite. Os Rockets têm agora de esperar por dia 8 de Fevereiro de 2013 para voltar a receber os Blazers e aí tentar resolver a questão sem prolongamentos à mistura, pois já se viu que nesse tempo extra a sorte não quer nada com eles. Um último destaque apenas para o facto de desde 1997 os Blazers não terem três jogadores com pontuações tão altas, como neste jogo – Batum 35, Aldridge 29 e Lillard 27 – sendo que na altura foram Isaiah Rider com 35pts, Brian Grant com 34pts e Arvydas Sabonis com 31pts.


Avaliação dos jogadores:

D. LILLARD: Grande exibição, principalmente depois do intervalo, concretizando 18pts, dos 27 (máximo de carreira) com que terminou, na 2ª parte, incluindo também o prolongamento (5pts). Joga com grande confiança e sem medo de arriscar nas alturas em que a bola “queima” – 27pts, 5rst, 5ast e 9 em 18: NOTA 4

W. MATTHEWS: É um marcador de pontos por natureza e contribuiu bem na vitória da sua equipa, apesar da sua principal arma – tiro exterior – não ter estado tão eficaz (2 em 7). Boa exibição no geral – 15pts, 5rst e 5ast: NOTA 3

N. BATUM: Fez 7 turnovers, é verdade, mas o que fica deste jogo é a sua espectacular exibição, levando a equipa “ao colo” no 3º período. Graças a ele, os Blazers voltaram à discussão da partida e acabaram mesmo por vencer. Igualou o seu máximo de carreira com 35pts, aos quais juntou 6rst, 4ast, 5blo e uma percentagem de lançamento de 13 em 19, com 5 triplos em 8 tentados! NOTA 4

L. ALDRIDGE: É um jogador impressionante e muito difícil de defender, tal é a sua qualidade a jogar tanto dentro, como fora. Principalmente a jogar mais afastado do cesto, exibe uma qualidade de lançamento notável. Decisivo nos últimos momentos do OT – 29pts, 6rst, 2blo e 11 em 19: NOTA 4

JJ HICKSON: Naturalmente, perante tantos números espectaculares de uns, não sobra muito para outros brilharem. Foi o caso de Hickson, que tentou contribuir mais na luta dos ressaltos – 3pts e 7rst: NOTA 2

J. JEFFRIES: Se há jogadores com muita sorte de jogarem na NBA, este é um dos mais badalados… - 2ast em 10 minutos: NOTA 1

V. CLAVER: 1ast e 1 turnover em 9 minutos: NOTA 1

M. LEONARD: Não teve o brilhantismo de outros, mas foi extremamente importante na forma brava com que enfrentou o adversário, sendo o melhor ressaltador da equipa. Foi o melhor suplente da equipa – 8pts, 8rst, 1rb e 1blo: NOTA 3

R. PRICE: Costuma ser um jogador que empolga o público e a equipa quando entra, mas neste jogo fez mais faltas (4) do que pontos (2): NOTA 1

S. PAVLOVIC: Entrou, mas parece ser uma peça fora do baralho: NOTA 1

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J. LIN: Continua sem conseguir o mesmo protagonismo que originou, a temporada passada, o mediatismo em torno da sua ascensão surpreendente. Não arriscou grande coisa e limitou-se a organizar a equipa. No prolongamento nem chegou a entrar – 11pts, 6rst, 11ast e 2blo: NOTA 3

J. HARDEN: Tentou tudo o que esteve ao seu alcance para levar a equipa à vitória, mas todo o seu esforço foi em vão, apesar da excelente exibição que protagonizou – 29pts, 6rst, 6ast e 3rb: NOTA 4

C. PARSONS: Tem evoluído bastante e começa, aos poucos, a conseguir fazer o que tanto o destacou na sua carreira universitária, ou seja, é um jogador que sabe fazer de tudo um pouco. Marcou pontos (19), ganha ressaltos (11) e é aguerrido na defesa (1rb). Para continuar a seguir: NOTA 3

P. PATTERSON: Continua a jogar muito bem e a mostrar que há trabalho à sua volta. Tem subido todos os anos e neste tem sido sempre titular indiscutível, provando uma vez mais o porquê disso mesmo – 15pts, 2rst e 1ast: NOTA 3

O. ASIK: Quem diria que este jogador iria ter o desempenho que está a ter em Houston? Ganha ressaltos como poucos e ainda ajuda no ataque – 16pts e 16rst: NOTA 4

G. SMITH: Jogou 7 minutos, nos quais apenas teve 2pts para amostra: NOTA 1

M. MORRIS: Letal nos triplos (4 em 6), saltou do banco para contribuir a sério e foi mesmo o melhor suplente de todos os que actuaram, de ambos os lados – 16pts, 3rst e 2ast: NOTA 3

C. ALDRICH: Esteve equipado durante dois minutos: NOTA 1

T. DOUGLAS: Alguém lhe disse, nos tempos desastrosos dos Knicks, que tinha qualidade de atirador e agora precisa de algum tempo até ter noção da realidade. Jogou os 5 minutos do tempo extra, em vez de Lin, e não se percebeu bem para fazer o quê – 9pts, 2rst, 2 em 11, incluindo 0-5 da linha de 3pts: NOTA 1


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