Foi
a segunda vez, esta temporada, que estas duas equipas se enfrentaram, com o
mesmo desfecho, ou seja, os Blazers, depois de já terem derrotado os Rockets em
Houston, após prolongamento (85-95), repetiram a façanha, mas em casa, e após
terem chegado a estar em desvantagem por 16pts, triunfando por 119-117. Jogo
muito intenso e espectacular que poderá dar um pouco mais de confiança a uma
equipa que anda a precisar de ganhar consistência.
Sem
ausências de vulto – só os Rockets não podiam contar com Carlos Delfino, além
da situação conhecida em torno do rookie Royce White – os dois conjuntos
entraram bem no jogo, trocando, desde cedo, pontos entre si. Só nos últimos
três minutos do primeiro período é que se começou a notar uma ligeira
supremacia de um dos lados, com os Rockets a destacarem-se com uma vantagem de
cinco pontos, terminando na frente por 22-27. Chandler Parsons destacava-se dos
restantes com 8pts marcados, enquanto nos da casa era Nicolas Batum o homem em
foco, com 9pts.
Logo na entrada do segundo período, Toney
Douglas marcou cinco pontos consecutivos, colocando a vantagem dos Rockets na
casa das dezenas, 22-32. Os Blazers tentaram reagir, mas passado pouco tempo
essa vantagem voltou a subir, graças aos triplos que começavam a cair para o
lado dos Rockets, com Morris, Harden e Patterson a marcarem três lançamentos
exteriores, consecutivos, sendo que o do último jogador referido deu a maior
vantagem de que os Rockets iriam usufruir nesta partida, 16 pontos, com o
resultado em 35-51. A tripla Lillard-Batum-Aldridge não baixou os braços e foi
graças a eles que a equipa conseguiu reduzir para sete pontos de desvantagem,
até chegar o intervalo, apesar de terem perdido o parcial por 29-31. 51-58 era
o resultado ao intervalo, que espelhava bem o basquetebol de ataque
protagonizado por ambos os conjuntos.
Após
o descanso, os Rockets tornaram a entrar melhor que os Rockets e com um parcial
de 6-14 regressaram à liderança na casa das dezenas, 57-72, e parecia não haver
forma dos Blazers cortarem a eficácia ofensiva dos texanos, apesar do tempo que
ainda havia para jogar. Sentia-se que a confiança do lado dos Rockets era
demasiado para a dos Blazers. Os Rockets não contavam é que Batum, que já
estava a fazer um grande jogo, concretizando quase tudo o que lançava, nos
últimos quatro minutos do período ‘pegou’ na equipa e marcou 10pts contra
apenas dois de Houston, cortando num instante a desvantagem para apenas um
ponto, 78-79, no final do 3º parcial. O Rose Garden parecia que estava a ‘pegar
fogo’ tal era a loucura que se assistia.
No
último período, os Rockets conseguiram controlar, no começo, o entusiamo que os
Blazers traziam da fantástica recuperação operada, e os triplos de Morris e
Parsons voltavam a colocar alguma vantagem para a equipa, chegando a dispor de
uma vantagem de 7pts, 93-100, a seis minutos do fim. No entanto era Lillard
quem começava a destacar-se a ajudar a sua equipa a manter-se na partida, ele
que marcou 11pts neste período. Graças aos seus 6pts consecutivos, os Blazers
venceram o parcial por 33-32 e obrigaram a que o jogo se decidisse no
prolongamento.
Os
Rockets questionavam-se agora sobre “onde é que eu já vi este filme” e no
período extra até entraram melhor, à semelhança de praticamente todos os períodos,
com Harden a assumir a responsabilidade, 111-114. Mas Lillard vinha com um
ritmo do 4º período praticamente imparável e respondeu logo com um triplo. O
tempo passava e o empate mantinha-se, até ao momento que Asik faz a sua 6ª
falta e os Blazers não perderam mais a liderança, com Aldridge a marcar os
últimos três pontos da equipa, que viriam a ser decisivos para fechar o
resultado em 119-117.
Não
era o principal cartaz da noite de jogos da NBA, mas graças ao desempenho das
duas equipas acabou por tornar-se no melhor espectáculo da noite. Os Rockets
têm agora de esperar por dia 8 de Fevereiro de 2013 para voltar a receber os
Blazers e aí tentar resolver a questão sem prolongamentos à mistura, pois já se
viu que nesse tempo extra a sorte não quer nada com eles. Um último destaque
apenas para o facto de desde 1997 os Blazers não terem três jogadores com
pontuações tão altas, como neste jogo – Batum 35, Aldridge 29 e Lillard 27 –
sendo que na altura foram Isaiah Rider com 35pts, Brian Grant com 34pts e Arvydas
Sabonis com 31pts.
Avaliação
dos jogadores:
D. LILLARD: Grande exibição,
principalmente depois do intervalo, concretizando 18pts, dos 27 (máximo de
carreira) com que terminou, na 2ª parte, incluindo também o prolongamento
(5pts). Joga com grande confiança e sem medo de arriscar nas alturas em que a
bola “queima” – 27pts, 5rst, 5ast e 9 em 18: NOTA 4
W. MATTHEWS: É um marcador de
pontos por natureza e contribuiu bem na vitória da sua equipa, apesar da sua
principal arma – tiro exterior – não ter estado tão eficaz (2 em 7). Boa
exibição no geral – 15pts, 5rst e 5ast: NOTA 3
N. BATUM: Fez 7 turnovers, é
verdade, mas o que fica deste jogo é a sua espectacular exibição, levando a
equipa “ao colo” no 3º período. Graças a ele, os Blazers voltaram à discussão
da partida e acabaram mesmo por vencer. Igualou o seu máximo de carreira com
35pts, aos quais juntou 6rst, 4ast, 5blo e uma percentagem de lançamento de 13
em 19, com 5 triplos em 8 tentados! NOTA 4
L. ALDRIDGE: É um jogador
impressionante e muito difícil de defender, tal é a sua qualidade a jogar tanto
dentro, como fora. Principalmente a jogar mais afastado do cesto, exibe uma
qualidade de lançamento notável. Decisivo nos últimos momentos do OT – 29pts,
6rst, 2blo e 11 em 19: NOTA 4
JJ HICKSON: Naturalmente,
perante tantos números espectaculares de uns, não sobra muito para outros
brilharem. Foi o caso de Hickson, que tentou contribuir mais na luta dos
ressaltos – 3pts e 7rst: NOTA 2
J. JEFFRIES: Se há jogadores com
muita sorte de jogarem na NBA, este é um dos mais badalados… - 2ast em 10
minutos: NOTA 1
V. CLAVER: 1ast e 1 turnover em
9 minutos: NOTA 1
M. LEONARD: Não teve o
brilhantismo de outros, mas foi extremamente importante na forma brava com que
enfrentou o adversário, sendo o melhor ressaltador da equipa. Foi o melhor
suplente da equipa – 8pts, 8rst, 1rb e 1blo: NOTA 3
R. PRICE: Costuma ser um
jogador que empolga o público e a equipa quando entra, mas neste jogo fez mais
faltas (4) do que pontos (2): NOTA 1
S. PAVLOVIC: Entrou, mas parece
ser uma peça fora do baralho: NOTA 1
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J. LIN: Continua sem
conseguir o mesmo protagonismo que originou, a temporada passada, o mediatismo
em torno da sua ascensão surpreendente. Não arriscou grande coisa e limitou-se
a organizar a equipa. No prolongamento nem chegou a entrar – 11pts, 6rst, 11ast
e 2blo: NOTA 3
J. HARDEN: Tentou tudo o que
esteve ao seu alcance para levar a equipa à vitória, mas todo o seu esforço foi
em vão, apesar da excelente exibição que protagonizou – 29pts, 6rst, 6ast e
3rb: NOTA 4
C. PARSONS: Tem evoluído
bastante e começa, aos poucos, a conseguir fazer o que tanto o destacou na sua
carreira universitária, ou seja, é um jogador que sabe fazer de tudo um pouco.
Marcou pontos (19), ganha ressaltos (11) e é aguerrido na defesa (1rb). Para
continuar a seguir: NOTA 3
P. PATTERSON: Continua a jogar
muito bem e a mostrar que há trabalho à sua volta. Tem subido todos os anos e
neste tem sido sempre titular indiscutível, provando uma vez mais o porquê
disso mesmo – 15pts, 2rst e 1ast: NOTA 3
O. ASIK: Quem diria que este
jogador iria ter o desempenho que está a ter em Houston? Ganha ressaltos como
poucos e ainda ajuda no ataque – 16pts e 16rst: NOTA 4
G. SMITH: Jogou 7 minutos, nos
quais apenas teve 2pts para amostra: NOTA 1
M. MORRIS: Letal nos triplos (4
em 6), saltou do banco para contribuir a sério e foi mesmo o melhor suplente de
todos os que actuaram, de ambos os lados – 16pts, 3rst e 2ast: NOTA 3
C. ALDRICH: Esteve equipado
durante dois minutos: NOTA 1
T. DOUGLAS: Alguém lhe disse,
nos tempos desastrosos dos Knicks, que tinha qualidade de atirador e agora
precisa de algum tempo até ter noção da realidade. Jogou os 5 minutos do tempo
extra, em vez de Lin, e não se percebeu bem para fazer o quê – 9pts, 2rst, 2 em
11, incluindo 0-5 da linha de 3pts: NOTA 1

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